Eficiência de Montoya em xeque na F1

Em oito etapas disputadas até agora na temporada, Juan Pablo Montoya largou na frente do companheiro de Williams, Ralf Schumacher, apenas uma vez, na Áustria. Nessas mesmas oito provas, só concluiu uma, na Espanha, quando foi segundo. Já Ralf venceu em Ímola e em Montreal, além de ter sido quinto na Malásia. Tudo bem que este é o primeiro ano do colombiano na categoria, mas a F1 já cobra melhores resultados.Sua própria equipe começou a lhe cobrar menos erros. "Juan deve preocupar-se em concluir as corridas", avisou Patrick Head, diretor-técnico da Williams e sócio de Frank Williams, com cara de bravo, depois do acidente no Canadá.Sua fama de piloto arrojado, que não dá a menor importância aos consagrados ídolos da competição, ganhou ainda mais força no GP do Brasil. Uma ultrapassagem espetacular em ninguém menos do que Michael Schumacher, da Ferrari, e a liderança da corrida por cerca de 25 voltas lançaram o colombiano de 25 anos como um novo ídolo de milhões na F1. Há muito a torcida esperava alguém com quem se identificasse, de sangue quente, capaz de enfrentar campeões que há anos não se renovam na categoria.Mas por uma combinação da razões, Montoya acabou não correspondendo ao que se esperava dele, em especial depois que demonstrou, em Interlagos, ser capaz de repetir parte do seu extraordinário sucesso na Fórmula Indy."Juan deve identificar os pontos em que precisa evoluir e deixar de pensar nos outros pilotos", aconselhou Gerhard Berger, diretor da BMW, fornecedora dos fantásticos motores da Williams. "O mais difícil para Juan tem sido compreender como tirar o máximo do seu equipamento e do seu time", avaliou Frank Williams. "Ele é muito talentoso e acho que é apenas questão de tempo, pouco tempo, para começar a conquistar bons resultados", afirmou Williams, que dispensou uma grande revelação da F-1 e inglês como ele, Jenson Button, por acreditar na competência, não comprovada até agora, de Montoya.

Agencia Estado,

14 de junho de 2001 | 17h59

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