Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Eliminado no Q1 do treino para GP de Mônaco, Leclerc cobra Ferrari: 'Não entendo'

Foi o pior resultado de um piloto da Ferrari desde a 20.ª colocação do alemão Sebastian Vettel no GP da Malásia de 2017

Redação, Estadão Conteúdo

25 de maio de 2019 | 15h14

Piloto da casa, Charles Leclerc foi prejudicado por um erro da Ferrari, acabou eliminado na primeira fase do treino classificatório para o GP de Mônaco e largará apenas em 15.º na corrida deste domingo. O monegasco lamentou o fiasco. "Não tem explicação. É uma grande decepção por ser em casa. Nós tínhamos bastante tempo, não era esse o problema. Eu não entendo", reclamou.

Leclerc conseguiu o sexto posto no início do Q1 e o time de Maranello considerou que ele não precisaria melhorar o seu tempo. Na parte final do primeiro estágio, porém, outros pilotos fizeram voltas rápidas e o monegasco, sem tempo de voltar à pista, ficou pelo caminho.

"Eu perguntei se a equipe tinha certeza. Eles disseram: 'acreditamos que sim'. Eu insisti: 'não deveríamos dar mais uma volta?'. Não tive explicações ainda. Muito difícil aceitar isso. Havia bastante tempo para irmos novamente à pista. Tínhamos combustível para uma nova tentativa. Preciso de uma explicação", comentou o monegasco, que fica marcado pelo pior resultado de um piloto da Ferrari desde a 20.ª colocação do alemão Sebastian Vettel no GP da Malásia de 2017.

Ele ainda herdou o 15.º posto, já que Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, foi punido em três colocações por atrapalhar Nico Hulkenberg, da Renault. Pierre Gasly, que se classificou em quinto com a Red Bull, tomou o mesmo gancho por atrapalhar Romain Grosjean, da Haas, e largará em oitavo.

Apesar de ganhar uma posição no grid, Leclerc não está muito otimista para a corrida. Em relação às expectativas para a prova, o monegasco projetou: "Espero que chova e então pode ser uma loteria. Se estiver seco, será chato. Vou ter que correr muitos riscos, até mesmo me expor a batidas".

"Mas é o que precisamos fazer agora: sermos extremos nas ultrapassagens porque esta é uma pista em que é basicamente impossível passar", completou. Em sua única corrida pela Fórmula 1 no Principado, no ano passado, o piloto da casa abandonou após bater na traseira da Toro Rosso do neozelandês Brendon Hartley, na entrada da chicane após o túnel.

Questionado sobre a estratégia da Ferrari no treino, Vettel, que largará em quarto, respondeu: "Não é incomum. Acho que tenho que ficar do lado da equipe e defendê-los. Isso pode acontecer com os outros. Se a primeira tentativa não for tão rápida, a pista pode melhorar mais do que você pensa e outros encontram mais tempo do que imaginamos ser possível".

O tetracampeão ponderou ainda que também correu risco de ficar de fora da sequência da sessão. "Eu estava muito perto de ser eliminado e Charles foi. Se os pneus funcionarem, somos meio segundo mais rápidos. Eu tive que usar o segundo conjunto de pneus, não arriscamos, mas ficamos expostos e essas coisas podem acontecer", revelou.

O piloto da Ferrari foi ao último estágio do treino classificatório, mas não foi capaz de igualar o ritmo dominante da Mercedes, que dominará a primeira fila com o pentacampeão Lewis Hamilton à frente de Valtteri Bottas. Vettel ainda terminou atrás do holandês Max Verstappen, da Red Bull, que abre a segunda fila em terceiro à frente do tetracampeão.

Verstappen se mostrou satisfeito com a terceira posição no grid de largada. "Eu consegui uma volta razoável. Nesta pista, você não pode se arriscar muito. O terceiro lugar é um bom começo", disse o piloto. O GP de Mônaco acontece neste domingo, às 10 horas (de Brasília).

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