Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

Em documentário, família Schumacher fala sobre a vida após acidente do ex-piloto

Mick, filho de Michael e atualmente na Fórmula 1 pela Haas, lamentou as experiências que perdeu com o pai e a impossibilidade de 'viver' com ele, já que ambos são apaixonados pelo automobilismo

Redação, Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2021 | 11h59

A Netflix se prepara para lançar um documentário sobre a vida e carreira do alemão Michael Schumacher, heptacampeão mundial de Fórmula 1, e começam a ser revelados alguns trechos da obra que ficará disponível no próximo dia 15. Corinna Schumacher, mulher do ex-piloto que sofreu um grave acidente de ski em dezembro de 2013, na França, conta sobre a vida da família desde esse dia trágico.

"Claro que tenho saudades do Michael todos os dias. Mas não sou só eu que sinto falta dele: as crianças, a família, o seu pai (a mãe de Schumacher, Elisabeth, morreu em 2003), toda a gente à sua volta. Todos sentem falta do Michael, mas o Michael está aqui. Diferente, mas está aqui e isso nos dá força, acho", disse Corinna.

A mulher de Schumacher acrescenta que fará de tudo para dar o máximo conforto e privacidade ao marido, mantendo a família unida apesar da tragédia.

"Estamos juntos. Vivemos juntos em casa, fazemos terapia. Fazemos tudo o que podermos para fazer com que o Michael se sinta melhor e para ter a certeza de que ele está confortável e fazê-lo sentir a nossa família, a nossa ligação. Aconteça o que acontecer, vou fazer tudo que possa. Faremos todos. (...) Estamos agindo como família, da forma que o Michael gostava e ainda gosta. E estamos a avançar com as nossas vidas. 'O privado é privado', foi o que ele sempre disse É muito importante para mim que ele possa ter a sua vida privada tanto quanto possível. O Michael sempre nos protegeu, agora somos nós a protege-lo", explicou.

O filho Mick, atualmente na Fórmula 1 pela Haas, em um depoimento sincero, comenta das experiências que perdeu com o pai por causa do acidente e do desejo e impossibilidade de poder conversar com o Michael hoje em dia, já que ambos dividem a mesma paixão pelo automobilismo.

"Desde o acidente, esses momentos em família, que acredito que muitas pessoas passam com os pais, não estão mais presentes, ou em menor grau, e a meu ver isso é um pouco injusto. Acho que o pai e eu nos entenderíamos de uma forma diferente agora, simplesmente porque falamos uma linguagem semelhante, a linguagem do automobilismo, e sobre a qual teríamos muito mais o que conversar. E é aí que minha cabeça está na maior parte do tempo, pensando que seria muito legal. Eu desistiria de tudo só por isso", afirmou.

No último dia 29 de dezembro, completou-se sete anos do acidente de esqui sofrido por Schumacher, que desde então, se recupera das lesões cerebrais provocadas pelo choque em uma mansão da família na Espanha, sob forte esquema de segurança.

Schumacher é dono de 91 vitórias e sete títulos mundiais na Fórmula 1, recordista absoluto de triunfos até o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, quebrar a sua marca de triunfos em 2020. O alemão teve duas passagens pela categoria; entre 1991 e 2006 por Jordan, Benetton e Ferrari, e entre 2010 e 2012 pela Mercedes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.