Em evento beneficente, Coulthard ironiza punição à McLaren

'Lewis [Hamilton] é o favorito porque ele liderou o ano todo e não precisa ganhar a corrida' diz o escocês

Erica Akie, Jornal da Tarde

17 de outubro de 2007 | 20h12

Enquanto não podem acelerar na pista de Interlagos, os pilotos se dividem entre ações sociais e diversão. Enquanto Rubens Barrichello foi nesta quarta-feira correr de kart na Granja Viana com colegas da Honda, enquanto Mark Webber e David Coulthard, pilotos da Red Bull, apareceram no GP Brasil de Golfe, em prol das crianças do GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). Décimo no campeonato, Coulthard preferiu se omitir sobre sua preferência entre Kimi Raikkonen, Fernando Alonso e Lewis Hamilton na briga pelo título. "Eu torço por uma boa competição, não me importo com quem vai ganhar o título. Os três são excepcionais pilotos, têm personalidades diferentes. Mas eu acho que a Ferrari tem tudo para andar bem no fim de semana - basta lembrar do ano passado, em que andaram muito rápido. De qualquer forma, o Lewis é o favorito porque ele liderou o ano todo e não precisa ganhar a corrida para levar o título", disse o escocês, que tem 14 pontos e está há 13 anos na categoria. Por sua vez, Mark Webber, que soma 10 pontos e é o 12.º na tabela, disse seu favorito abertamente: "Vou torcer com toda certeza para o Fernando (Alonso), porque ele é meu amigo. Nada contra Kimi e Lewis." A dupla da Red Bull concorda que a temporada foi manchada pelo escândalo de espionagem da McLaren. "Fiquei surpreso pela distinção que foi feita entre equipe e piloto. Porque no ciclismo, por exemplo, podem dar drogas aos atletas e talvez eles não saibam disso. Mas se forem pegos, serão os ciclistas os punidos. Então, se estão falando que os carros da McLaren tiveram algum benefício pelas informações recebidas, como não punir os pilotos? Não entendo essa distinção, porque os pilotos dirigem os carros que pertencem à equipe", analisou Coulthard, ironicamente. Webber emendou: "Nós teríamos de tomar várias taças de vinho para falar sobre isso, é uma discussão longa. Existem tantas maneiras de ver esse caso. É difícil entender toda essa situação. Foi muita política e pouca corrida, e eu acho isso muito chato." Sobre Hamilton, Coulthard disse: "Claro que ele é talentoso, mas a sorte é um daqueles fatores importantes para todo piloto e que não se pode comprar. Já Kimi e Felipe tiveram um pouco de azar. Fizeram ótimas corridas, mas o carro quebrou algumas vezes - o que não é comum para a Ferrari. E aconteceram outros problemas. Só que isso é esporte, nem tudo acontece do jeito que queremos." Mais uma vez, seu companheiro de equipe discordou: "Não diria sorte. Ele (Hamilton) recebeu o que merece. Vamos ver o que acontece domingo", finalizou Webber.

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