Mauro Pimentel/AFP
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Empurrado por Verstappen após prova, Ocon diz que holandês 'não foi profissional'

Piloto francês da Force India teria atrapalhado performance do adversário da Red Bull, o que facilitou vitória de Hamilton

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2018 | 19h13

O holandês Max Verstappen e o francês Esteban Ocon se conhecem desde os tempos de Fórmula 3. Vários foram os confrontos, mas nada igual ao deste domingo, em Interlagos, no GP do Brasil de F-1. O choque que causou a perda do primeiro lugar levou o piloto da Red Bull a procurar o rival da Force India nos boxes e desferir vários empurrões. O incidente só foi controlado após a interferência de funcionários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

"Não foi uma atitude de um profissional. A FIA tem de impedi-lo de ser violento. Ele me empurrou e queria me dar um soco", disse Ocon, que foi punido com um "stop and go" de dez segundos pelo incidente com Verstappen. Ele terminou em 15º lugar, um volta atrás do inglês Lewis Hamilton, o vencedor da corrida pela Mercedes e grande beneficiado pela manobra desastrada do francês.

Os dois pilotos foram advertidos por "contato físico com outro competidor na garagem da FIA na hora da pesagem" e poderão ser punidos com multa ou até suspensão de prova.

Perguntado se gostaria de voltar a falar com Verstappen, Ocon relembrou os duelos na Fórmula 3. "Eu estou acostumado com as disputas com Max. É sempre assim. Então, não pretendo falar com ele", disse o francês, que defendeu sua condução do carro.

"Não existe nenhuma regra que me impeça de tirar a volta de alguém. Max é um mau exemplo para as crianças que assistem à corrida", disse Ocon, que revelou autorização da Force India para tentar a manobra. "Eu estava com pneus novos e tinha um ritmo forte", ressaltou.

 

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