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Equilíbrio nos treinos do GP da Europa

É provável que se soubesse do resultado do treino desta sexta-feira, Michael Schumacher não afirmasse, como todas as letras, como fez na quinta, que ele é quem irá vencer o GP da Europa, no domingo.Nesta sexta-feira, nos treinos livres da prova, a sétima da temporada da Fórmula 1, a diferença do piloto mais rápido, Kimi Raikkonen (McLaren), para o 11º colocado, Juan Pablo Montoya (Williams), foi de apenas 9 décimos de segundo. Com problemas hidráulicos, Schumacher ficou em 9º lugar. "Teremos um fim de semana bem apertado aqui na Alemanha", admitiu Rubens Barrichello, o outro piloto da Ferrari, que ficou na 6ª posição.Neste sábado será disputada a sessão que definirá o grid - a partir das 9 horas, com transmissão da Globo. A impressão geral no autódromo de Nurburgring, até entre os adversários da Ferrari, é que na corrida de domingo, dependendo da posição de largada, tanto Schumacher quanto Rubinho completem as 60 voltas da corrida na frente. A diferença para as primeiras etapas do campeonato é que existe a chance de os pilotos da Renault, BAR e até Williams, dependendo também do que obtiverem na classificação de sábado, possam ameaçar o que parecia certo antes da Fórmula 1 chegar a Nurburgring: outra vitória fácil de Schumacher ou, quem sabe, de Rubinho. Jenson Button, da BAR, foi segundo colocado nesta sexta-feira e o vencedor do GP Mônaco, Jarno Trulli, levou sua Renault ao 5º lugar. Já Schumacher deu apenas 9 voltas na sessão da tarde. A última vez que ele teve uma pane mecânica que o tirou de um GP foi justamente na Alemanha, em 2001, no circuito de Hockenheim. "Com o Schumacher fora, tive de assumir a responsabilidade por encontrar o melhor tipo de pneu para esta corrida", disse Rubinho.O que surpreendeu a todos nesta sexta-feira na pista alemã foi que a temperatura esteve relativamente baixa, entre 11 e 15 graus. E os pneus Michelin, não muito eficientes no frio, ao menos até agora, acabaram sendo o fator de diferenciação. De Raikkonen a Ricardo Zonta, o 15º colocado com a Toyota, com exceção de Rubinho e Schumacher, que correm com Bridgestone, todos os demais utilizavam pneus Michelin."Hoje está muito equiparada essa disputa. Nós também fomos mais rápidos na Malásia, onde a Michelin, por causa do calor, costumava ser mais eficiente que a Bridgestone", explicou Rubinho. Outra característica dos dois pneus e que poderá ser decisiva para o resultado final da competição é que o Michelin permite maior velocidade na primeira volta lançada, como na sessão que definirá o grid neste sábado. E largar mais à frente na Fórmula 1 é muito importante para conseguir estar entre os 8 pilotos que marcam pontos."À medida que a pista for ganhando mais borracha, essa vantagem demonstrada pela Michelin pode ajudar suas equipes ainda mais", comentou Cristiano da Matta, o 14º no treino com a Toyota. Felipe Massa, da Sauber, time da Bridgestone, teve problemas elétricos e treinou pouco. Não chegou a colocar pneus novos e obteve o 20º tempo. O companheiro de Massa, Giancarlo Fisichella, enfrentou dificuldades ainda maiores, já que o motor Ferrari quebrou. Foi a primeira vez que isso acontece em toda a temporada, somando as equipes Ferrari e Sauber, que competem com o mesmo motor. Assim, Fisichella largará 10 posições atrás da que obtiver na sessão de sábado.

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