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Equipe brasileira na F-1 revelou talentos do automobilismo

Projetista e pilotos saíram da Fittipaldi para serem campeões

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2015 | 17h00

Um engenheiro aeronáutico recém-formado e com pouco mais de 20 anos de idade bateu à porta da equipe Fittipaldi em 1980. O jovem inglês deixou currículo, se ofereceu para fazer um estágio e, graças à oportunidade dada pelos brasileiros, iniciou uma das carreiras mais brilhantes da Fórmula 1.

A história de Adrian Newey e de outros nomes do automobilismo começou na escuderia brasileira. Um dos maiores legados da Fittipaldi foi apostar em jovens e revelar talentos, como o projetista que se tornou o mais vencedor da categoria, conhecido como o "Mago da Fórmula 1" e autor do desenho de dez carros campeões do mundo de construtores com as equipes Williams, McLaren e Red Bull, onde trabalha desde 2006. Ele também teve passagem pela Fórmula Indy na década de 1980.

"O Adrian chegou e nos apresentou o projeto de um carro, que ele havia desenhado durante o fim da sua faculdade. Já era possível notar que ali estava um profissional de enorme capacidade", contou um dos responsáveis pela contratação, o engenheiro Ricardo Divila, que saiu da Fittipaldi para fazer carreira em equipes como Lotus e Ligier.

No mesmo ano do estágio do Newey a equipe abriu as portas para um jovem de bigode e nascido em um país que não tinha tradição na categoria até aquela época, a Finlândia.

"Busquei o Keke Rosberg na Fórmula 2, vimos que os resultados eram bons e ele seria competitivo. Estávamos certos, tanto é que pouco depois conseguiu ser campeão do mundo, em 1982", contou o fundador do projeto, Wilson Fittipaldi.

Keke, pai do atual piloto da Mercedes Nico Rosberg, conquistou pela escuderia brasileiro o primeiro pódio da carreira, no GP da Argentina em 1980, e correu pela Fittipaldi até a temporada seguinte.

Nessa época a equipe tinha outros integrantes nos boxes que se tornariam famosos. Quando a Fittipadi comprou a extinta equipe Wolf, o mexicano Jo Ramirez foi incorporado e iniciou com a missão de ser chefe dos mecânicos. Anos depois, foi promovido à chefe de equipe. Ramirez logo depois se transferiu para a McLaren, onde trabalhou ao lado de Ayrton Senna durante as temporadas do tricampeonato do brasileiro. O inglês Harvey Postlethwaite também integrava o estafe e depois seguiu carreira na Ferrari e na Tyrrell.

Entre os brasileiros, Ingo Hoffmann passou pela equipe e depois se tornou o maior campeão da Stock Car, com 12 conquistas. Chico Serra também seguiu caminho semelhante e garantiu títulos na principal categoria brasileira.

Outro representante do País na escuderia foi o piloto Alex Dias Ribeiro. Depois passou por outras categorias, trabalhou com palestras e acompanhou a delegação da seleção em Copas do Mundo como motivador dos jogadores.

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