Loren Elliott/Reuters
Loren Elliott/Reuters

Equipes de Fórmula 1 aceitam acordo sobre divisão de lucros

Decisão visa deixar a disputa mais equilibrada entre as equipes

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2020 | 11h31
Atualizado 19 de agosto de 2020 | 12h55

A Fórmula 1 confirmou nesta quarta-feira que as dez equipes do grid atual assinaram o chamado Pacto da Concórdia. O novo acordo, que envolve a detentora dos direitos comerciais da categoria (a Liberty Media) e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), terá validade entre 2021 e 2025.

Equipes mais antigas e tradicionais da F-1, Ferrari, Williams e McLaren anunciaram que tinham assinado o acordo na terça. Um dia depois, a categoria confirmou a assinatura das demais, incluindo a Mercedes, que foi uma das que mais resistiu ao novo Pacto por avaliar que seria prejudicada.

O acordo tenta melhorar a distribuição das premiações da competição, de forma a equilibrar a disputa nas pistas. A Mercedes vem dominando a F-1 com facilidade nos últimos anos. A equipe venceu todos os campeonatos, tanto o Mundial de Pilotos quanto o Mundial de Construtores, desde 2014, com o alemão Nico Rosberg, em 2016, e com o inglês Lewis Hamilton nas demais temporadas.

A Mercedes chegou a ameaçar deixar a categoria em razão da insatisfação com os termos do novo acordo. O mesmo fez a Haas, que também acabou assinando o documento. O Pacto, contudo, não traz garantia total de que todas as equipes permanecerão na F-1 até 2025.

O Pacto da Concórdia é o principal acordo da Fórmula 1 e tem esse nome em referência à Praça da Concórdia, local onde fica a sede da FIA, em Paris. O Pacto sustenta a competição como ela é até hoje desde 1981. Trata-se de um grande acordo que une as três bases da categoria: as equipes, os detentores dos direitos comerciais e a FIA. Portanto, dá base para as regras esportivas e, principalmente, comerciais e sustenta todos os seus regulamentos.

"O acordo vai garantir um futuro sustentável de longo prazo para a Fórmula 1 e, combinado com as novas regras, anunciadas em outubro de 2019 e que terão efeito a partir de 2022, vai reduzir as disparidades econômicas entre os times na pista, ajudando a equilibrar a disputa, criando uma competição mais apertada na pista que todos os nossos fãs querem", declarou Chase Carey, CEO da F-1 e representante da Liberty Media na categoria.

Presidente da FIA, Jean Todt também celebrou a assinatura das dez equipes. "A conclusão do novo Pacto da Concórdia entre FIA, F-1 e as dez equipes atuais assegura um futuro estável para o Mundial. Ao longo dos 70 anos de história, a F-1 se desenvolveu em um ritmo impressionante, indo ao limite absoluto da segurança, da tecnologia e da competição. Hoje confirmamos o começo de um capítulo novo e empolgante dessa história. Diante dos desafios globais inéditos que enfrentamos, tenho orgulho da forma com que os acionistas da F-1 trabalharam nos últimos meses, pensando nos interesses do esporte e dos fãs para encontrar soluções sustentáveis e justas", declarou.

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