Equipes já estão treinando na Europa

Tão logo os comissários técnicos inspecionaram os carros que disputaram domingo o emocionante GP da Malásia, em Sepang, três aviões Jumbo se encarregaram de transportá-los de volta à Europa. E já a partir de quarta-feira a maioria das equipes estará novamente em atividade, em Barcelona, visando a próxima etapa do campeonato, o GP do Brasil, dia 1º em Interlagos. O líder do Mundial, Michael Schumacher, e seu possível maior adversário na luta pelo título, Mika Hakkinen, estão escalados para trabalhar.Enquanto Schumacher e o piloto de testes da Ferrari, Luca Badoer, tentam tornar o eficiente modelo F2001 ainda mais veloz e resistente, Hakkinen,David Coulthard e Alexander Wurz, os pilotos da McLaren, procurarão fazer no MP4/16 um carro mais veloz. Na Austrália, na abertura da temporada, Hakkinen foi terceiro no grid, a 569 milésimos de Schumacher, o pole position.Sábado, na classificação para a prova de Sepang, a diferença entre ambos foi ainda maior: 820 milésimos, com o alemão da Ferrari novamente na pole e Hakkinen em quarto, atrás da Williams de Ralf Schumacher.Rubens Barrichello, também da Ferrari, obteve o segundo tempo nas duas corridas. Adrian Newey, diretor-técnico da McLaren, confirmou que está revisando o projeto MP4/16 e uma nova versão fará sua estréia no GP da Espanha, junto da volta de vários recursos eletrônicos à Fórmula 1. Mas ele próprio adiantou que em São Paulo, depois dos testes de Barcelona, Hakkinen e Coulthard serão bem mais rápidos. "A origem de nossas dificuldades está, agora, bem equacionada", advertiu.A preocupação de Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya no Circuito da Catalunha é desenvolver ainda mais o novo motor BMW que equipa a sua Williams, bem como o bom chassi FW23. Rubinho, que teve a oportunidade de seguir de perto os carros de Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, definiu a aceleração e velocidade proporcionada por esse novo motor alemão como "impressionante." Essas carecterísticas credenciam a dupla da Williams a surpreender a Fórmula 1 ainda mais que na Malásia, quando Ralf disputou a pole position com seu irmão, Michael, até os instantes finais do treino. Interlagos é o típico circuito que se encaixa perfeitamente com o que a Williams demonstrou possuir de mais forte, o seu motor.Ralf, pouco antes de deixar a Ásia, domingo, literalmente ameaçou Rubinho, em razão de seus três incidentes com pilotos alemães nas últimas duas semanas: "Cuidado porque uma hora a coisa vira contra você" afirmou e a imprensa alemã publicou ontem. Em Melbourne, o piloto da Ferrari colidiu com Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, e em Sepang, a vítima foi Ralf, ambos na largada. Os dois rodaram e Rubinho seguiu em frente. No fim da prova da Malásia foi a vez do brasileiro se indispor com Michael Schumacher, ao afirmar que ele não cumpriu ordens da equipe ao ultrapassá-lo num momento de chuva intensa.Apesar de ter afirmado que o GP da Malásia foi chato a ponto de poder parar, tomar um café e ainda vencê-lo, Schumacher analisou que a enorme vantagem obtida diante da McLaren decorreu das circunstâncias especiais da competição. Rubinho o acompanhou nas explicações: "Nós acertamos ao escolher os pneus intermediários enquanto a maioria não quis correr riscos e colocou os de chuva intensa, menos velozes." Hoje Ron Dennis, da McLaren, até agora a escuderia que mais decepcionou no campeonato, comentou "não estar preparado para brincar com a vida de seus pilotos." Ele se referia à opção da Ferrari de optar pelos pneus intermediários numa hora em que a chuva caía forte a havia muita água acumulada no asfalto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.