Escuderia campeã deve sair só na China

O Mundial de Construtores pode ser definido na madrugada deste domingo, no GP do Japão, penúltima etapa do Mundial. Mas como a diferença da McLaren, primeira colocada, com 164 pontos, para a Renault, segunda, com 162, é de apenas 2 pontos e uma terá de abrir 18 pontos da outra, o mais provável é que sejam os chineses, dia 16, última corrida do ano, a assistirem a premiação da campeã. A prova de Suzuka começa às 2h30 e terá transmissão ao vivo da TV Globo. Como o campeonato está no fim e há vários pontos do regulamento esportivo de 2006 que estão ainda em aberto, os representantes das 10 equipes que disputam o Mundial discutiram, em Suzuka, por exemplo, o formato da classificação na próxima temporada, bem como uma eventual volta da permissão de substituir os pneus ao longo da corrida. Ainda não é oficial, mas são boas as chances de a sessão que definirá o grid, em 2006, seja realizada de forma semelhante ao que se faz, hoje, no conceituado Campeonato Alemão de Turismo (DTM). Todos iriam para a pista nos 15 minutos iniciais do treino. Essa sessão definiria apenas os 5 últimos do grid. Nos 15 minutos seguintes, todos deixariam os boxes para a definição dos 15.º ao 11.º colocados. Sobrariam 10 pilotos. Estes teriam 20 minutos para registrar seus tempos, tendo no carro gasolina para depois iniciar a corrida. Os 10 que ficaram para trás, os classificados da 20.ª à 16.ª e da 15.ª à 11.ª colocações poderiam abastecer o carro de acordo com a estratégia desejada. Na primeira fase do novo sistema de classificação todos teriam combustível apenas para as voltas lançadas. Outro tema bastante discutido, hoje no Japão, foi a eventual volta da permissão para se substituir os pneus durante as provas. O modelo novo de definição do grid, quase aprovado, exigirá que todos façam suas voltas e depois corram, no dia seguinte, com o mesmo jogo de pneus, como hoje. Só que a classificação terá bem mais voltas que este ano, limitada a uma só lançada. Segundo o site da respeitada revista inglêsa Autosport, Ross Brawn, diretor-técnico da Ferrari, e Patrick Head, diretor de engenharia da Williams, propuseram cada piloto dispor de 5 jogos de pneus por fim de semana, sendo 3 para o treino classificatório e a corrida. Hoje é apenas 1. Curiosamente, não é por acaso que a idéia tenha surgido de dois dirigentes de times que competirão com pneus Bridgestone em 2006. A maior dificuldade dos japoneses, este ano, tem sido exatamente essa, desenvolver um pneu que seja eficiente em uma única volta lançada e depois ao longo dos 305 quilômetros da prova. Como a mudança depende de unanimidade de aprovação para ser adotada, é possível que as escuderias que correm com Michelin, como as melhores da temporada, Renault e McLaren, estejam rindo da proposta da Ferrari e da Williams. A Ferrari assumiu sua parcela de culpa no fraco desempenho este ano. O modelo F2005 só estreou no GP de Bahrein, terceiro do ano, quando seus concorrentes já tinham milhares de quilômetros rodados com seus novos carros, concebidos para o regulamento deste ano, bastante distindo do de 2005, por obrigar o uso do mesmo jogo de pneus para a definição do grid e a corrida. Brawn afirmou, hoje, que a nova Ferrari já estará em testes no início de janeiro. A substituição do motor V-10 de 3,0 litros pelo V-8 de 2,4 litros, em 2006, terá consequências técnicas mais profundas do que sugere em princípio, por mexer com a distância entre-eixos do carro, a distribuição de peso e a aerodinâmica.

Agencia Estado,

08 de outubro de 2005 | 11h30

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