Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

Espanhol Fernando Alonso já é o preferido da Ferrari

Dirigentes da escuderia italiana centralizam as atenções no bicampeão e põem Felipe Massa em segundo plano

Livio Orichio , Enviado Especial - O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2010 | 10h31

Quem não soubesse que Felipe Massa forma com Fernando Alonso a dupla da Ferrari em 2010 continuaria sem essa informação depois da entrevista do diretor da escuderia, Stefano Domenicali, ontem, em Madonna di Campiglio, na Itália. O piloto brasileiro quase não foi citado no encontro com jornalistas dos mais distintos países. Em resposta à imprensa espanhola, Domenicali falou de Alonso: "Foi o único piloto (em atividade) que venceu Michael Schumacher na pista. Alonso conquistou dois títulos mundiais, pode representar um ponto de referência para a equipe."

 

Nesta quinta-feira será a vez de Massa e Alonso conversarem com os jornalistas na elegante estação de esqui localizada nos alpes italianos. Em 20 anos de edição do evento que reúne integrantes da Ferrari com a mídia internacional, a desta temporada é a mais gélida. As temperaturas passam dos 10 graus negativos à noite. Certamente Massa será questionado sobre a concentração de atenção em Alonso.

Essa impressão inicial de Massa ser, por enquanto, o cicerone do novo companheiro se manifesta já na decisão da equipe de fazê-lo pilotar o modelo de 2010 no primeiro treino em Valência, no em 1.º de fevereiro. Alonso o conduzirá nos dois dias seguintes, depois dos acertos primários realizados por Massa.

 

A imprensa espanhola, empolgada com a presença do piloto das Astúrias na Ferrari, aposta em grande temporada de Alonso. "Os espanhóis, de modo geral, veem Michael Schumacher (Mercedes) e Lewis Hamilton (McLaren) como os verdadeiros concorrentes de Alonso ao título. Massa não faz parte dessa lista", comentou Jose Maria Rubio, da revista semanal especializada Autopista.

 

A empolgação com Alonso, de 28 anos, não ocorre sem motivo. O astro, afinal, ganhou dois títulos mundiais (2005 e 2006) e é um dos mais talentosos da atualidade na Fórmula 1. Nos últimos três anos não conseguiu grandes resultados por causa da fragilidade de sua Renault.

 

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O diretor da Ferrari não se esquivou de comentar sobre a decisão de Schumacher, agora piloto da Mercedes, de rescindir seu contrato de consultor com a Ferrari."Não só a torcida italiana, mas a da Ferrari não se sentiu bem com a escolha de Michael. Claro, não dá para esquecer o que ele fez por nossa equipe e nós por ele (cinco títulos mundiais de pilotos). Vencê-lo, agora, será outro estímulo para a Ferrari."

 

Domenicali confirmou o lançamento do modelo deste ano no dia 28 em Maranello e disse que o supercampeão da MotoGP Valentino Rossi fará um teste com um carro histórico do time italiano na quarta e quinta-feira em Barcelona.

 

A Ferrari defende mudanças no regulamento esportivo deste ano, que ainda não está totalmente definido. "Exageramos nas limitações dos testes (15 dias antes do início e proibição durante o campeonato, o novo sistema de pontos merece uma revisão e precisamos estudar o problema da superlotação dos boxes nos pit stops durante as corridas, com os novos times", declarou Domenicali. A Comissão de Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vão debater os temas nas próximas semanas.

 

O repórter viajou a convite da Ferrari

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