Lionel Cironneau/AP
Lionel Cironneau/AP

FÓRMULA 1 ESPECIAL: Recordes, personagens e curiosidades dos mil GPs

Categoria iniciada em 1950 completa neste fim de semana, na China, uma marca histórica

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2019 | 16h00
Atualizado 12 de abril de 2019 | 18h56

A Fórmula 1 completa neste fim de semana uma marca história. A categoria que estreou em 1950, em Silverstone, com a vitória do italiano Giuseppe Farina, chega neste fim de semana ao milésimo GP de toda essa trajetória. Da evolução tecnológica à formação de ídolos e da rivalidade nas pistas aos grandes nomes nos bastidores, a competição criou uma legião de fãs ao redor do mundo.

Para marcar a ocasião, o Estado destacou curiosidades, personagens e imagens marcantes de toda essa trajetória. O GP da China, no fim de semana, coincide com uma era de intensas mudanças. A milésima corrida da história vem junto de discussões sobre mudanças no regulamento, novidades na gestão e maneiras como a Fórmula 1 pode continuar a se reinventar.

Maiores campeões da Fórmula 1

Além dos mais de mil pilotos que já participaram da categoria e das dezenas de campeões, a categoria também teve a história escrita pelo público presentes aos autódromos e por competidores sem resultados convincentes. Em uma história recheada de ídolos e rivalidades, há também os que se destacaram pela falta de brilho. 

O posto de piloto com os melhores números da história pertence ao alemão Michael Schumacher. No entanto, o inglês Lewis Hamilton tem pouco a pouco diminuído a vantagem do heptacampeão e pode ao longo dos próximos anos se transformar no competidor com o melhores números da história.

Os principais dirigentes

Os recordistas da Fórmula 1

Em um esporte decidido por números como a contagem de pontos e a diferença no cronômetro, estatísticas não faltam para apontar recordistas pela história. Seja para marcas positivas, negativas ou curiosas, a Fórmula 1 guarda uma infinidade de informações.

O alemão Michael Schumacher concentra a maior parte dos recordes, como de títulos, vitórias e volta mais rápidas. E outras marcas existentes perduram há anos. O brasileiro Rubens Barrichello, por exemplo, é o piloto com a carreira mais longa na Fórmula 1. Com 323 corridas disputadas em 19 temporadas, ele é o recordista em quantidades de largadas.

Outra marca que dificilmente será batido é a de idade. O monegasco Louis Chiron é o mais velho a ter corrido pela Fórmula 1, ao disputar um GP em 1955 aos 55 anos. O mais jovem é o holandês Max Verstappen, que estreou na categoria aos 17 anos, no GP da Austrália de 2015.

A Fórmula 1 também guarda recordes negativos. Um dos principais nesse quesito é o italiano Andrea De Cesaris. Presente na categoria nas décadas de 1980 e 1990, ele é o competidor com mais abandonos na história: foram 147 ocasiões, cerca de 70% das corridas que o italiano disputou.

As corridas das principais efemérides

Corrida 1 - GP da Grã-Bretanha de 1950 - Vitória de Giuseppe Farina

Corrida 100 - GP da Alemanha de 1961 - Vitória de Stirling Moss

Corrida 500 - GP da Austrália de 1990 - Vitória de Nelson Piquet

Corrida 1000 - GP da China de 2019

As principais equipes

Antes uma competição para garagistas e formada por empresas familiares, a Fórmula 1 atualmente é uma disputa de equipes na parte tecnológica e financeira. As pricipais escuderias atuais chegam a ter orçamento anual de R$ 1,5 bilhão e viajam pelo mundo com mais de 200 funcionários para cada uma das etapas do calendário.

A equipe mais antiga (e mais famosa) da modalidade é a Ferrari. O vermelho marcante da escuderia italiana marca presença na Fórmula 1 desde o começo. Ao longo dos anos, o protagonismo de equipe mais forte do circuito mudou de mãos. Nomes como Lotus, McLaren, Williams e mais recentemente a Mercedes passaram a rivalizar com a Ferrari na disputa pelo poderio da categoria.

Ao longo da história, mais de 200 construtores participaram da Fórmula 1. Deste total, apenas um era brasileiro. A Copersucar, liderada pelos irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi, marcou presença na categoria entre os anos 1970 e 1980.

Fórmula 1 pelo mundo

A categoria deixou de ser uma disputa restrita à Europa e ao longo dos anos passou a incluir também outras localidades pelo mundo. Agora presente em vários continentes, a Fórmula 1 iniciou a expansão em 1953, ao visitar a Argentina, e depois chegou à África, com o GP do Marrocos, em 1958.

A expansão mundial da modalidade se intensificou nas décadas de 1970 e 1980, quando Japão e Austrália passaram a fazer parte do calendário. Mais recentemente, já neste século, a Ásia e o Oriente Médio se tornaram mais frequentes na agenda da categoria. Países até então distantes do automobilismo como Índia, Coreia do Sul, Cingapura e Abu Dabi passaram a fazer parte.

A geografia da Fórmula 1 já propiciou na história situações curiosas. Apesar de presentes no calendário em anos anteriores, provas como os GPs de San Marino e Luxemburgo, por exemplo, eram realizadas em países diferentes dos nomes dos eventos. 

Os principais circuitos da Fórmula 1

O túnel e paisagem charmosa de Mônaco, as retas velozes de Monza, as curvas desafiadoras de Spa Francorchamps e o traçado anti-horário de Interlagos. Ao longo da história da categoria, essas e outras pistas se tornaram tão importantes quanto os pilotos e os resultados das corridas. A tradição dos circuitos ajudou desde 1950 a categoria a formar fãs pelo mundo.

Em toda a história, mais de 70 circuitos já realizaram provas de Fórmula 1. O mais utilizado da história é o de Monza, na Itália. Somente em 1980 a pista não recebeu uma corrida, pois passava por reformas. Da primeira temporada da categoria, em 1950, ainda continuam no calendário além do circuito italiano, as pistas de Silverstone, na Grã-Bretanha, e Spa-Francorchamps, na Bélgica.

Por outro lado, a Fórmula 1 deixou de contar no calendário com autódromos famosos e tradicionais. Nürburgring, na Alemanha, recebeu 40 vezes a categoria, até ser usado pela última vez em 2013. Também não são mais utilizados palcos notáveis como Zandvoort, na Holanda, Ímola, na Itália, e Estoril, em Portugal.

As corridas curiosas da Fórmula 1

Todo fã da Fórmula 1 tem uma corrida inesquecível e marcante para relembrar. Entre tantos GPs disputados, fora as histórias e resultados importantes, há também as provas marcadas por acontecimentos inusitados, vitórias inesperadas e dilúvios.

O GP de Mônaco de 1996, por exemplo, é a prova da história que teve a menor quantidade de carros na hora da bandeirada final. A chuva, batidas e seguidos abandonos fizeram somente três pilotos conseguirem completar todo o trajeto. O vencedor foi o francês Olivier Panis, da modesta Ligier. Ele nunca mais ganhou uma corrida na carreira.

O oposto disso foi em 2011. O GP da Europa, em Valência, na Espanha, teve o inusitado recorde de não ter abandonos. Os 24 carros que largaram, conseguiram completar a prova sem incidentes. O vencedor foi o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull.

Quem está acostumado a ver as corridas pela TV se surpreenderia com as duas corridas recordistas de tempo. Em 1991, Ayrton Senna venceu o GP da Austrália após somente 14 voltas. O motivo: excesso de chuva. O mesmo fator fez o GP do Canadá de 2011 ser o mais longo da história, com quatro horas de duração. A disputa teve de ser interrompida várias vezes e já quase no fim da tarde, quando começava a escurecer, o inglês Jenson Button recebeu a bandeirada.

Carros mais feios da história da Fórmula 1

Embora os modelos da Fórmula 1 produzam nos fãs encantamento, houve na história também os desenhos estranhos, cores de gosto duvidoso e combinações que não conquistaram os fãs da categoria.

Eifeland - 1972

Um retrovisor estranho  

Ligier - 1976

Uma tomada de ar diferente  

Tyrrell - 1977

Carro de seis rodas  

Brabham - 1978

Uma espécie de ventilador na traseira do carro  

Ensign - 1979

Escada de radiadores na parte frontal  

Shadow - 1979

Pintura do leão da marca de cigarros do patrocinador  

Larrousse - 1988

Motor à vista  

Tyrrell - 1997

Asas laterais elevadas  

BAR - 1999

Após querer lançar um carro de cada cor, a equipe decidiu juntar os projetos e dividir a pintura ao meio

Caterham - 2012

O degrau foi a solução de design para as equipes se adequaram ao regulamento daquele ano. Mas a Caterham fez um um desenho bem mais exagerado que as demais escuderias  

Dez acidentes incríveis na Fórmula 1

GP da Alemanha de 1976  

GP de Mônaco de 1980  

GP da França de 1989  

GP da Bélgica de 1998  

GP de Portugal 1992  

GP da Itália de 1993  

GP de San Marino de 1989  

GP da Alemanha de 1994  

GP da Europa de 2010  

GP da Austrália de 2016

 

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