Etapas do Rali são canceladas por segurança

Por causa da falta de segurança, a organização do Rali Paris-Dacar cancelou hoje as próximas duas etapas da prova e a disputa ficará paralisada por três dias. Com a decisão, os pilotos só voltam a competir na terça-feira, já que a segunda-feira estava reservada, desde o início, para descanso da caravana. A boa notícia para a torcida brasileira foram as presenças do piloto Klever Kolberg e do navegador Lourival Roldan na 9ª posição da classificação Geral da categoria carros. De acordo com o diretor-geral do rali, Gilbert Ysem, as autoridades do governo da França e de Mali avisaram que um ataque estaria sendo planejado à caravana do Paris-Dacar. Mas, eles não souberam informar se a agressão partiria de grupos políticos radicais ou de bandidos da região africana. Pelos mesmos motivos, um vôo que sairia da França levando executivos, convidados e patrocinadores para conhecerem o acampamento do rali não será realizado. Com a decisão, os pilotos deixarão de percorrer um total de 1.661 Km, dos quais 803 seriam cronometrados, entre as cidades de Néma e Mopti (10ª etapa, em Mali) e Mopti e Bobo-Dioulasso (11ª, em Burkina Fasso). A largada da 12ª etapa ocorre terça-feira, com 213 Km cronometrados, de um total de 666 Km com os deslocamentos, de Bobo-Dioulasso a Bamako, em Mali. Não foi a primeira vez que etapas do Paris-Dacar foram canceladas por causa da falta de segurança. Em 2000, terroristas ameaçaram atacar os pilotos em Níger e o país foi tirado da rota. Mas, em 1999, na Mauritânia, vários concorrentes foram agredidos. Para os brasileiros, a maior Especial (trecho cronometrado) do Paris-Dacar, 756 Km, reservou uma boa surpresa: a presença entre os dez primeiros colocados, na classificação Geral dos carros, da dupla Kolberg e Roldan. Hoje, eles fizeram o percurso entre Tidjikja e Néma em 11h54min51s e terminaram com o 10º tempo do dia. Já Jean Azevedo, na motos, atormentado pelas dores no ombro, terminou apenas na 22ª colocação e despencou de 11º para o 15º lugar na Geral. Nos caminhões, André Azevedo e seus companheiros checos Tomas Tomecek e Mira Martinec, com o Tatra, chegaram em quarto na etapa e permaneceram como vice-líderes na tabela.

Agencia Estado,

09 de janeiro de 2004 | 16h42

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.