Divulgação/Fórmula 1
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Ex-chefão da Fórmula 1 afirma que em geral 'negros são mais racistas que brancos'

Bernie Ecclestone critica campanha da categoria por diversidade, mas elogia postura combativa de Lewis Hamilton

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2020 | 14h35

O antigo chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, questionou em entrevista à CNN, dos Estados Unidos, o movimento recente contra o racismo. O ex-dirigente inglês afirmou que "em muitos casos, negros são mais racistas do que brancos" e questionou o novo programa da categoria voltado a combater preconceitos e promover a diversidade no esporte.

"Isso fará com que as pessoas pensem o que é mais importante. Eu acho que é o mesmo para todos. As pessoas devem refletir um pouco e pensar: 'Bem, que diabos. Alguém não é igual as pessoas brancas e as pessoas negras devem pensar o mesmo das pessoas brancas’. Em muitos casos, os negros são mais racistas do que os brancos", disse o ex-mandatário da F-1.

Apesar da frase polêmica, Ecclestone afirmou que a organização não dava importância sobre pautas sobre diversidade. Para o ex-dirigente, essa é a explicação para a F-1 ter demorado tanto para criar iniciativas nesse âmbito. "Acho que ninguém se importava com isso antes. Penso que é um assunto importante, mas que está aí há tanto tempo e ninguém fez nada. Por que ninguém fez isso há dois ou três anos? Eles estão muito ocupados tentando ganhar corridas, ou buscar patrocinadores ou coisas do tipo", disse.

Além disso, Ecclestone também elogiou a participação Lewis Hamilton nos protestos antirracistas em Londres. "Lewis é especial. Primeiro, ele é muito, muito, muito talentoso como piloto e agora parece ser extremamente talentoso quando está de pé e pode fazer discursos. Esta última campanha que ele está fazendo para os negros é maravilhosa. Ele está fazendo um ótimo trabalho e são pessoas assim, que  outras pessoas escutam", disse.

Depois da declaração de Ecclestone, a Fórmula 1 distribuiu um comunicado à imprensa para explica que discorda da opinião do dirigente. "Em um momento em que a unidade é necessária para combater o racismo e a desigualdade, discordamos completamente dos comentários de Bernie Ecclestone que não têm lugar na Fórmula 1 ou na sociedade. Ecclestone não desempenhou nenhum papel na Fórmula 1 desde que deixou nossa organização em 2017", disse em nota.

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