Ex-médico-chefe da F1, Sid Watkins morre aos 84 anos

Médico-chefe da Fórmula 1 por 26 anos, o neurocirurgião britânico Sid Watkins morreu nesta quarta-feira aos 84 anos, de causas não divulgadas. Responsável pelo aperfeiçoamento do atendimento médico na categoria, Watkins foi o primeiro a atender Ayrton Senna no acidente fatal ocorrido no GP de San Marino em 1994.

AE, Agência Estado

12 de setembro de 2012 | 22h56

O britânico, que comandou o grupo de médicos da F1 entre 1978 e 2004, também se envolveu na promoção de medidas para tornar a categoria mais segura. Em 1994, ele assumiu o cargo de presidente do Comitê de Segurança, através do qual estimulou a modernização de todos os aspectos da segurança da Fórmula 1, dos equipamentos aos autódromos.

Também contribuiu para prevenir acidentes e melhorar os procedimentos de resgate. Por conta de sua atuação decisiva no automobilismo, Watkins recebeu o Prêmio Mario Andretti por Excelência Médica, em 1996, e a Excelentíssima Ordem do Império Britânico (OBE, na sigla em inglês), em 2002.

Suas contribuições salvaram diversos pilotos na categoria, como os brasileiros Nelson Piquet, Luciano Burti e Rubens Barrichello. Atualmente na Fórmula Indy, Rubinho lamentou a morte do britânico em sua página no Twitter. "Devo minha vida ao Professor Sid Watkins. Foi ele quem me salvou em Imola 94. Uma pessoa alegre, competente... Lembrarei sempre de ti, amigo. Vá com Deus", registrou.

Barrichello foi auxiliado por Watkins na mesma etapa em que Senna morreu. Ele sofrera grave acidente durante os treinos para o GP de San Marino. Senna acabou falecendo na corrida realizada logo na sequência. Antes do episódio fatal, Watkins teria aconselhado Senna a deixar a categoria por conta dos acidentes envolvendo Rubinho e o austríaco Roland Ratzenberger, que morrera no mesmo treino.

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