Ex-piloto de testes da F1, De Villota morre aos 33 anos

A ex-piloto de testes da Fórmula 1 Maria de Villota foi encontrado morta em um quarto de hotel em Sevilha, nesta sexta-feira, "aparentemente por causas naturais", segundo a polícia. Ela tinha 33 anos. A polícia explicou que o empresário da espanhola avisou os funcionários do Hotel Sevilla Congresos. Investigadores "não encontraram drogas ou sinais de violência" e "tudo aponta para uma morte por causas naturais", mas uma autópsia ainda será realizada.

AE-AP, Agência Estado

11 de outubro de 2013 | 09h52

De Villota sofreu um grave acidente no ano passado durante teste pela Marussia na Inglaterra, perdendo o olho direito e sofrendo graves ferimentos na cabeça, que a mantiveram hospitalizada por um mês. A espanhola era filha de Emilio de Villota, que competiu na Fórmula 1 entre 1976 e 1982.

Sua família usou o perfil de De Villota no Facebook para deixar uma mensagem. "Caros amigos, Maria nos deixou. Ela teve que ir para o céu como todos os anjos. Dou graças a Deus pelo ano e meio que ele a manteve a com a gente".

Pilotos da Fórmula 1 e dirigentes que estão em Suzuka para o GP do Japão ficaram chocados com a morte. "Todo o paddock está muito chocado com a notícia de que Maria não está mais com nós", disse Martin Whitmarsh, chefe da McLaren, falando como presidente da Associação das Equipes da Fórmula 1. "Ela foi uma inspiração não só para as mulheres neste esporte, mas também para todos aqueles que sofreram lesões graves".

"Se alguém representava força e otimismo, era Maria. Sua morte súbita é um grande perda para o mundo de automobilismo", disse Monisha Kaltenhorn, primeira mulher a chefiar uma equipe na Fórmula 1, a Sauber.

A Marussia também expressou suas condolências. "É com grande tristeza que soubemos há pouco tempo da notícia de que Maria de Villota morreu", disse, em um comunicado. "Nossos pensamentos e orações estão com a família e amigos de Maria neste momento difícil".

A espanhola estava em Sevilha para participar na conferência "O que realmente importa", cuja missão é inspirar e ensinar os jovens "valores humanos universais", nas palavras dos organizadores. Eles cancelaram o evento após a morte da piloto.

De Villota também tinha participado de outras categorias do automobilismo, como o World Touring Car Championship, em 2006, e a Fórmula Superleague, em 2007. O acidente quase fatal de De Villota em julho de 2012 ocorreu enquanto ela pilotava um carro de Fórmula 1 apenas pela quarta vez, sendo a primeira pela Marussia, e bateu em um veículo de apoio durante um teste em linha reta em um aeroporto na Inglaterra.

A primeira vez em que ela pilotou um carro de Fórmula 1 foi em 2011, pela Renault, no circuito de Paul Ricard, na França. Ela retornou para um paddock da Formula 1 pela primeira vez em maio, no GP da Espanha.

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