Experiência é arma de Giaffone na IRL

O brasileiro Felipe Giaffone, piloto da MoNunn, está confiante em uma boa temporada na Indy Racing League. O motivo é experiência que adquiriu no ano passado, em seu primeiro ano na categoria. "Aprendi bastante coisa sobre as pistas e isso, evidentemente, vai ser útil", disse Felipe, que em 2001 foi o melhor estreante na IRL e classificou-se em sexto lugar no campeonato, correndo pela equipe Treadway.A troca de equipe também é outro trunfo que o piloto acredita ter. "Assim como terei a experiência que não tinha no ano passado, estou numa equipe que tem mais estrutura do que a anterior. Um time que vai me dar condições de andar lá na frente´´, explicou Felipe. No entanto, ele não está livre de um problema: a MoNunn, que veio da Indy, não tem experiência na IRL. "Todo o pessoal que trabalha no meu carro veio da Indy. Não tem informações sobre as pistas e o regulamento técnico da IRL. Vai aprender aos poucos.´´Mesmo com confiança de atingir uma colocação no campeonato superior à de 2001, Felipe reconhece que a tendência é a briga ficar mais acirrada este ano, por causa da chegada de times como a Penske e do crescimento de equipes como a Panther (do atual campeão, Sam Hornish Jr.) e da Cheever, que terá entre seus pilotos o sul-africano Tomas Scheckter, filho do campeão de F-1 Jody Scheckter.O piloto brasileiro considera que uma das razões do crescimento da Indy Racing League, categoria criada em 1996 como conseqüência de uma dissidência na Cart (Championship Auto Racing Teams, entidade que administra e organiza a F-Indy) deve, entre outros fatores, ao agressivo trabalho de marketing dos dirigentes da categoria. Em Miami, por exemplo, se pode ver cartazes e outdoors promovendo a corrida do próximo sábado por toda a cidade. "Os caras são agressivos. Sabem que, por ser nova, a IRL precisa de promoção. Fazem de tudo. Vira e mexe você está participando de alguma iniciativa que eles bolam´´, afirmou.Felipe recorda que, há algum tempo, estava em casa descansando tranqüilamente quando foi "convocado´´, por telefone, para participar de um programa de TV em Richmond, onde ocorre uma das etapas do campeonato. "Fui participar de uma espécie de Show do Milhão, onde respondi sobre coisas ligadas ao automobilismo. E olha que não estava nem perto da data do GP. Mas iniciativas como essa ajudam a trazer público.´´Apesar disso, Felipe não acredita que o autódromo de Homestead recebe bom público no sábado. "É que, tradicionalmente, aqui não vem muita gente. Em Miami, as provas faziam sucesso quando eram disputadas num circuito de rua´´, explicou ele, acrescentando que, na maioria dos outros autódromos, as provas são realizadas com "casa cheia´´.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.