F-1: BAR aposta na temporada 2006

A BAR-Honda, time de Rubens Barrichello em 2006, é uma equipe em ascensão novamente. Depois de viver, este ano, seu inferno astral, curiosamente em seguida a ter realizado a melhor temporada da sua história, ano passado, vice-campeã, a escuderia da Honda saiu da última colocação e, com 24 pontos, já ameaça o sexto lugar da Red Bull, com 27. "Eu nunca vi um grupo tão determinado, tão animado", diz Gil de Ferran, o diretor-esportivo.Em 2004, Jenson Button chegou 10 vezes ao pódio, em 18 etapas. Takuma Sato, uma. Somaram, no total, 119 pontos, ou seja a BAR-Honda foi a melhor da Fórmula 1. Isso porque a vantagem técnica do conjunto Ferrari-Bridgestone, campeão com 262 pontos, era tão grande que, na prática, constituiu uma categoria própria. E quando muitos imaginavam que este ano a BAR-Honda poderia, além de conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1 e, com um pouco de sorte, se aproximar na luta pelo título, Button e Sato não marcaram um único ponto até a etapa de Indianápolis.Pior que isso: foi flagrada utilizando-se de recurso proibido pelo regulamento, ao usar a gasolina como lastro para atingir os 600 quilos mínimos de peso exigidos do carro com o piloto. Acabou suspensa das corridas da Espanha e de Mônaco. O momento, contudo, é oposto ao experimentado nas 9 primeiras provas do ano. "Se Button não tivesse cometido aquele pequeno erro na classificação, em Istambul, e largado mais à frente que o 13.º lugar, penso que chegaríamos no pódio", comentou Gil de Ferran, não em tom crítico.Já são 5 etapas que a BAR-Honda marca pontos seguidamente. "A equipe precisa de dois pilotos velozes e constantes", diagnostica o brasileiro. O recado é claro para Sato, que somou apenas um único ponto dos 24 da escuderia.Desde a aquisição de 45% da organização, em janeiro, a Honda não só está investindo muitos mais recursos no desenvolvimento do motor como tem participado das decisões na área de chassi. A informação é de Geoff Willis, conceituado diretor-técnico da BAR-Honda. "Minha experiência me diz que caminhamos, com o novo motor V-8 que teremos e os avanços no projeto do carro, para um campeonato, em 2006, no mínimo nos moldes do ano passado", comenta Willis."A bagagem de Barrichello, um piloto que já venceu vários GPs (9, no total), deverá nos levar a atingir nosso objetivo ano que vem, que é vencer algumas das etapas do Mundial", diz Nick Fry, diretor-geral da BAR-Honda. Já Rubinho não escondeu que pesou muito na sua decisão de trocar a Ferrari pela BAR as garantias oferecidas pela direção da Honda, em especial do diretor de engenharia, Shuhei Nakamoto. A montadora japonesa tem larga experiência com a IRL, categoria onde se usa um motor V-8 aspirado, semelhante ao da Fórmula 1 em 2006.Foi por tudo isso que Rubinho afirmou: "Identifico na BAR-Honda todos os ingredientes para uma equipe, com muito trabalho, crescer bastante." Na Turquia, o piloto da Ferrari deixou escapar, também, que competir com pneus Michelin poderá facilitar sua vida, "ainda que a Bridgestone, em 2006, será bem distinta da deste ano, mais eficiente".

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