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F-1: boatos impressionam mais que mudanças

Chegará uma hora em que algum veículo de imprensa, por descuido como os que tem ocorrido ultimamente, acabará por lançar algum piloto já morto entre os candidatos às vagas da Williams e talvez Toyota para 2005. Mika Hakkinen, finlandês de 35 anos, há quase três fora da Fórmula 1, classificou hoje, em Mônaco, como "absurda" a notícia de que poderia ser o "salvador da pátria" de Frank Williams, com publicaram os ingleses. Para um dos carros da Toyota, embora os japoneses sequer tenham definido que substituirão um dos pilotos, é apenas provável, a enxurrada de nomes não é distinta. Os mais citados são Jacques Villeneuve, compulsoriamente aposentado, também associado com frequência à Williams, assim como o neozelandês Scott Dixon, campeão da IRL, e David Coulthard, hoje na McLaren, aposentado da mesma forma, mais ainda na ativa. "Mark Webber (da Jaguar) tem o perfil do piloto que procuramos", afirmou Patrick Head, diretor de engenharia da Williams, no início da semana. "Acredito que ele deva ser um dos pilotos, parece que o negócio está quase certo já", afirmou hoje Antonio Pizzonia, piloto de testes da Williams. "Quanto a mim, estou confiante. O retorno que tenho da equipe é positivo com relação às minhas chances." O mesmo Head e Frank Williams apreciam os serviços do amazonense e atribuem às condições difíceis de trabalho da Jaguar a sua dispensa no meio da temporada passada. Mas é apenas um candidato, como de fato é Jacques Villeneuve, que deverá realizar um teste com o modelo FW26. Outros nomes que interessam a Frank Williams, a informação é aberta, são Giancarlo Fisichella, hoje na Sauber, Nick Heidfeld, da Jordan, e, se fosse possível, Rubens Barrichello. Mas o brasileiro tem contrato com a Ferrari até o fim de 2006. O inglês Jenson Button, que começou sua carreira na Williams e acabou dispensado no fim de 2000, poderia retornar. Mas o próprio Button já deixou claro que não deixa a BAR, time que está crescendo, e muito, junto com ele. Como se o compromisso assumido com a McLaren e a Mercedes não significassem nada, a mídia alemã divulgou que Juan Pablo Montoya não iria cumprir o contrato assinado para transferir-se da Williams para a McLaren no fim do ano. "Vou correr pela McLaren-Mercedes na próxima temporada", afirmou quinta-feira o colombiano para dirimir qualquer dúvida. Já o seu parceiro, Ralf Schumacher, apesar de "ser irmão de quem é", como o definiu Fernando Alonso, da Renault, depois do acidente entre ambos em Mônaco, está em situação não muito confortável. Tem sido citado como o piloto da Toyota em 2005. A verdade, porém, é que se não for lá, não há outra equipe para ele. Ralf se acha no direito de ganhar US$ 15 milhões por ano, como hoje na Williams. E é por essa falta de opção de Ralf, segundo uma fonte, que os japoneses, com interesse no piloto, estão estendendo a negociação. Chegará uma hora em que, sem ter para onde ir, terá de aceitar ganhar bem menos do que deseja. Esse deve ser o desfecho da história. E Ralf correria no lugar de Olivier Panis, que com seus 38 anos, a serem completados dia 2 de setembro, deixaria a Fórmula 1 depois de 10 anos.

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