F-1: Brasil volta ao Conselho da FIA

Depois de oito anos, o Brasil poderá voltar, nesta sexta-feira, ao Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo, durante sua Assembléia Geral, em Roma. O Brasil estava ausente do conselho desde 1998. A chapa de reeleição de Max Mosley inclui o Brasil, entre os 12 paises, representado pela Confederação Brasileira de Automobilismo. ?É muito importante para o automobilismo brasileiro. Voltaremos a ter representatividade na entidade mais importante do nosso esporte?, disse Paulo Scaglione, presidente da CBA. A Assembléia Geral, nesta sexta, além da reeleição de Max Mosley, também deverá ratificar o calendário da temporada de F-1 de 2006. O Mundial terá 19 GPs e o único pendente de confirmação é o do Brasil, o último da temporada, em 22 de outubro. Como o contrato entre a Formula One Management e a Rede Globo ainda não foi assinado ? as duas partes ainda estariam discutindo valores ?, a prova não pode aparecer no calendário como ?confirmada?. Nesta quinta, a Rede Globo reafirmou que o novo contrato será assinado em janeiro e que o GP será disputado normalmente. E acrescentou que o único impasse foi em relação à data sugerida inicialmente pelos dirigentes internacionais ? 1.º de outubro ?, que teve de ser mudada por causa das eleições gerais no Brasil. O presidente da CBA também diz que a corrida deverá ser realizada normalmente, em Interlagos. Enquanto os dirigentes se reúnem na Itália, onde também confirmarão as mudanças de regras para 2006 (novo sistema de classificação e troca de pneus), a Ferrari se prepara, testando os motores V8. Nesta quinta, no segundo dia de testes em Vallelunga, perto de Roma, Felipe Massa voltou a andar com a F2004 modificada. De 71 voltas, cravou como melhor tempo 1min13s007. Na véspera, a melhor volta de Massa tinha sido de 1min14s366. A Ferrari ainda anunciou que renovou o contrato do espanhol Marc Gené ? o piloto de testes estará encarregado, na pré-temporada, do desenvolvimento dos pneus Bridgestone. A Michelin prometeu divulgar comunicado oficial nos próximos dias, marcando posição sobre a volta da troca de pneus durante as corridas. Para a Michelin, isso implicará em mais custos. Um diretor afirmou ainda que a fábrica francesa estava sendo ?penalizada? por ter alcançado um alto rendimento neste ano. Mas, a princípio, a Michelin não deixará a F-1 em 2006, quando deverá equipar Renault, McLaren, Honda, BMW e Red Bull.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2005 | 18h29

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