F-1: campeão pode sair neste domingo

Para Michael Schumacher igualar-se já neste domingo à impressionante marca histórica de Juan Manuel Frangio, com cinco títulos mundiais, ele precisa, necessariamente, vencer o GP da França e ainda torcer para seu companheiro, Rubens Barrichello, ou mesmo Juan Pablo Montoya, da Williams, não se classificarem em segundo. Qualquer outra combinação de resultados adia a definição do campeonato para a etapa seguinte da temporada, o GP da Alemanha, domingo, no remodelado circuito de Hockenheim.A impressão geral na Fórmula 1 é que o próprio Schumacher não fará muita questão de sair de Magny-Cours com o título. Seria a sua realização comemorar a conquista daqui a uma semana apenas, diante da sua torcida, na Alemanha. A atual classificação do campeonato lhe é tão favorável que ele pode dar-se ao luxo de planejar onde ser campeão.Mas, como lembrou o diretor esportivo da Ferrari, Jean Todt, "não se desperdiça a oportunidade de ganhar o Mundial por não se saber nunca o que pode acontecer." O alemão tem já 86 pontos diante de 32 de Barrichello e 31 de Montoya.Rubens Barrichello, apesar de todas os desmentidos, terá um papel importante na conquista, domingo, ou mesmo na prorrogação da festa. Como está guiando e com o carro que dispõe, reúne todas as condições de ser no mínimo o segundo e, como deseja Schumacher, transferir as comemorações para Hockenheim. Ontem ele falou do seu treino, que lhe deu o terceiro lugar no grid."Eu não estava satisfeito com o comportamento do carro na sessão da manhã. Ele era rápido nas curvas de alta, mas não me permitia ser veloz nas de baixa", contou.Junto de seu engenheiro, Gabriele delle Colli, alterou vários ajustes e foi para a classificação sem conhecer, ao certo, como a F2002 reagiria. "Ficou muito melhor, por isso o terceiro tempo devo considerá-lo bom", contou. Ele não o abaixaria, contudo, para 1minuto e 11 segundos, como fez Montoya, o pole position. "Chegaria, numa volta sem erros, a 1min12s." Barrichello, com 1min12s197, ficou a 189 milésimos de Schumacher e a 212 de Montoya. O piloto comentou não ter conversado até ontem com Ross Brawn, o estrategista da Ferrari, ou mesmo Jean Todt, diretor-esportivo, sobre a definição do campeonato."Não há nada planejado." Como Barrichello, Felipe Massa, da Sauber, estava satisfeito com o 12.º tempo. "Não consegui resolver a tendência de nosso carro sair de frente em algumas curvas", falou. Na sessão da manhã, realizada sob temperatura mais amena, o problema não se manifestou tanto quanto neste sábado à tarde. Não ter nunca andado com um carro de Fórmula 1 nos 4.251 metros de Magny-Cours e ficar a apenas 131 milésimos de seu companheiro, Nick Heidfeld, que treinou muito na pista, quando corria pela Prost, deve ser visto como um resultado muito positivo.Conforme previra na sexta-feira, seria mesmo difícil para Enrique Bernoldi disputar o GP da França. A Arrows ordenou que seus dois pilotos fossem para a pista, ontem, e não estabelecessem tempos que os permitissem classificar-se. Há uma briga entre os sócios da equipe e tampouco o time dispõe de dinheiro. O objetivo de entrar no circuito foi para descaracterizar a falta em uma etapa do Mundial, o que lhe daria uma multa elevadíssima. Há quem diga US$ 1 milhão como existem os que juram ser US$ 500 mil. Quando o assunto é dinheiro, ninguém fala nada na Fórmula 1. No fim da tarde a Renault confirmou o que já se esperava: o espanhol Fernando Alonso correrá no lugar de Jenson Button em 2003.

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