Andrew Boyers/Reuters
Andrew Boyers/Reuters

F-1 cogita disputar GPs em circuitos que não estavam no calendário

Portimão, em Portugal, e Imola, na Itália, poderiam sediar corridas da modalidade neste ano

AFP, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2020 | 18h15

Chase Carey, responsável pelas atividades relacionadas à Fórmula 1 no grupo americano Liberty Media, declarou nesta quinta-feira ser possível a organização de corridas da categoria em circuitos que não estavam originalmente inscritos no calendário da temporada 2020. A temporada da F-1, que começaria em março na Austrália, precisou ser suspensa devido à pandemia do coronavírus. "Temos dois desafios principais: identificar os lugares em que podemos organizar as provas e determinar como podemos transportar para lá os funcionários necessários e o equipamento", explicou Carey em teleconferência, após a apresentação dos resultados financeiros da Liberty Media, dona dos direitos da F-1, no primeiro trimestre do ano.

"Estamos conversando com todos os promotores, assim como com alguns circuitos que não estão atualmente no calendário previsto para 2020, com o objetivo de garantir que tenhamos examinado todas as opções", completou, sem dar mais detalhes.

De acordo com informações não oficiais, os circuitos de Portimão (em Portugal) e Imola (na Itália) poderiam sediar neste ano corridas da Fórmula 1. "Nosso objetivo é começar a temporada no fim de semana dos dias 4 e 5 de julho na Áustria", no circuito Red Bull Ring, afirmou Carey.

O executivo lembrou ainda que outra corrida poderia ser organizada no fim de semana seguinte (11 e 12 de julho) no mesmo circuito, fazendo valer aquela ideia inicial de promover etapas seguidas num mesmo autódromo. "Contemplamos depois correr na Ásia e no continente americano em setembro, outubro e novembro, antes de terminar no Golfo, em Bahrein e Abu Dhabi, em dezembro. Esperamos poder organizar um calendário de 15 a 18 corridas", detalhou.

Provas virtuais

Carey foi além. "Acreditamos que as corridas da primeira parte do calendário de F-1 acontecerão sem espectadores no local, mas esperamos poder recebê-los mais tarde no ano", disse. "Trabalhamos com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), com as autoridades locais e com outros especialistas para determinar as medidas e procedimentos necessários para transportar todos os funcionários das corridas com segurança e permitir que trabalhem e se hospedem de maneira segura", concluiu.

Carey insistiu que nenhum cenário foi ignorado para a categoria e citou a possibilidade, embora "remota", de não haver qualquer Grande Prêmio de F-1 nesta temporada. A Liberty Media anunciou nesta quinta-feira a queda em 84% de sua receita em atividades relacionadas com a F-1 no primeiro trimestre de 2020 devido à inexistência de Grandes Prêmios.

Nas últimas semanas, diante da impossibilidade de se disputar corridas reais, foram organizadas provas virtuais de E-Sports com a participação de alguns pilotos da F-1. Segundo Chase Carey, as três primeiras corridas virtuais reuniram uma audiência total de 16,3 milhões de espectadores. "Continuaremos promovendo corridas virtuais até que possamos voltar a correr em circuitos d verdade."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.