F-1 é menos relevante para metas da Honda, diz executivo

'Não acho que tenhamos o desejo de voltar, mesmo que a economia melhore', fala o presidente Takanobu Ito

Reuters

13 de julho de 2009 | 13h25

TÓQUIO - As crescentes restrições na Fórmula 1 fizeram o esporte menos atrativo e reduziram os incentivos para a Honda retornar à categoria que abandonou por conta da crise financeira global, disse o novo presidente-executivo da montadora na segunda-feira.

A Honda retirou o apoio à equipe que levava o nome da empresa em dezembro, mas viu a Brawn GP, time que a sucedeu na categoria, transformar a escuderia em líder do campeonato, o que fez a segunda maior montadora do Japão anunciar que consideraria uma volta assim que tivesse se recuperado financeiramente.

"Foi realmente uma pena que tivéssemos que abandonar a Fórmula 1", disse Takanobu Ito, que assumiu a empresa no mês passado, durante encontro com a imprensa em Tóquio.

"Por outro lado, a F-1 está se tornando menos um meio em que as empresas podem testar suas forças e mais um evento com uma série de restrições", afirmou.

"Há pouco espaço para desafiarmos em novos campos, então tendo em mente a situação atual da categoria, não acho que tenhamos o desejo de voltar, mesmo que a economia melhore."

Ito acrescentou que disse não ter informações sobre se o circuito de Suzuka, de propriedade da Honda, foi convidado a sediar o Grande Prêmio do Japão, após a pista de Fuji, da Toyota, ter desistido do direito de sediar o evento em 2010.

Fuji deveria revezar-se como sede da prova com Suzuka, que receberá o evento este ano e em 2011.

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