F-1 inicia nova série de testes

Sete das dez equipes que vão disputar o próximo campeonato iniciam, nesta terça-feira, no Circuito da Catalunha, em Barcelona, nova série de três dias de testes. A Ferrari, que normalmente não participa desses treinos coletivos, estará presente, o mesmo ocorrendo com Williams, McLaren, Renault, Jaguar, BAR e Toyota. O Brasil terá Antonio Pizzonia, na Jaguar, e Cristiano da Matta, Toyota. Nesta segunda-feira, o diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn, confirmou que Michael Schumacher e Rubens Barrichello devem mesmo competir, ao menos na Austrália e na Malásia, com o excepcional modelo deste ano, F2002. A nova Ferrari deverá estrear, como aconteceu este ano, na etapa de Interlagos, dia 6 de abril, ou no GP de San Marino, dia 20 de abril. A McLaren já anunciou a mesma política. E o motivo é simples: o novo carro, MP4/18, é novo mesmo. A começar pelo motor. A Mercedes contratou o diretor do programa de motores para a Fórmula 1 da BMW, o respeitado Werner Laurenz, que praticamente está reprojetando o V-10 da Mercedes, um dos pontos fracos da McLaren este ano. A Williams dará sequência em Barcelona ao desenvolvimento do novo motor BMW, cujo projeto foi concebido pelo mesmoLaurenz. A Williams perdeu, este ano, parte da vantagem que teve no motor em 2001, pelo maior avanço do motor da Ferrari. Mas a Williams está radicalizando não só no motor. Todo o conjunto traseiro no modelo FW25, de 2003, foi inspirado nas soluções da Ferrari F2002. A transmissão miniaturizada ao máximo possível irá gerar maior eficiência aerodinâmica, por permitir que a porção final do assoalho seja mais bem trabalhada. A Renault, quarta no último Mundial, prossegue nos treinos com o carro híbrido, ou seja chassi deste ano e motor e câmbio novos. A solução de motor ?largo?, a 111 graus, diante de 90 graus da Ferrari e da Williams, exige dos franceses investimentos mais elevados e a solução de vários problemas decorentes dessa arquitetura complexa. O objetivo da Jaguar de Pizzonia está concentrado também no novo motor Ford, a 90 graus, enquanto Cristiano da Matta tem como maior preocupação adaptar-se ao carro de Fórmula 1, depois de ser campeão da Fórmula Indy.

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