F-1: Na Hungria, 4 lutam pelo vice

Com o título de pilotos já definido, a meta agora de quatro desses profissionais é ser vice-campeão, marca nada desprezível quando o primeiro colocado é Michael Schumacher, da Ferrari, um dos maiores de todos os tempos. Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher, da Williams, Rubens Barrichello, Ferrari, e David Coulthard, McLaren, os quatro envolvidos nessa disputa, começam a afinar seus carros já nesta sexta nos treinos livres do GP da Hungria, 13.ª etapa da temporada. Nesta quinta, no circuito Hungaroring, os quatro falaram de suas perspectivas. As diferenças entre eles é pequena. Montoya está em segundo na classificação, com 40 pontos, enquanto Ralf soma 36, Barrichello, 35 e Coulthard, 32. Schumacher conquistou quase a soma dos três, 106. Com a prova no circuito Hungaroring, domingo, restam ainda cinco para o encerramento do campeonato. "Terminar o Mundial em segundo e até na terceira colocação não é um resultado ruim para mim que estou no segundo ano na Fórmula 1", disse Montoya. "Seria um grande avanço se comparado ao que fiz em 2001." Na sua estréia, o colombiano somou 31 pontos e ficou em sexto, enquanto Ralf obteve 49 pontos, quarto no final. "A prioridade da nossa equipe é permanecer em segundo entre os construtores", revelou Ralf. A Williams tem 76 pontos diante de 49 da McLaren, terceira classificada. A Ferrari pode ser campeã já domingo, pois somou até agora 141 pontos. "Outra preocupação da Williams é usar as corridas que faltam para diminuir a diferença que nos separa da Ferrari, para em 2003 começarmos o campeonato mais fortes", completou Ralf. "Se nessa luta eu for segundo, ótimo." Barrichello, em primeiro lugar, descartou qualquer hipótese de estar sendo preterido pela Ferrari em razão de seu carro ter apresentado problemas nas três últimas corridas. Nos GPs da Alemanha, França e Inglaterra sua Ferrari F2002 teve dificuldades ainda na largada. "Apenas coincidência", afirmou. "A equipe não deseja ver seu carro no ar (cavalete) no grid, como aconteceu, mas isso acontece." O piloto explicou que foram três panes distintas." Perguntado sobre o porquê de só ocorrer na sua Ferrari, respondeu: "O Michael também enfrenta essas coisas, só que na hora certa, na sexta-feira, no sábado e não no domingo." O importante para Barrichello é que o time aprendeu com as falhas. "Depois de ter sido quarto colocado (2000), terceiro (2001), terminar o campeonato em segundo seria um passo adiante, claro", falou. Nada foi conversado ainda na Ferrari sobre o que fazer para ajudá-lo a ser vice. "Não se diz nada na equipe sobre essas possibilidades antes da hora. Vamos ver como a corrida se desenvolve para então pensar em algo." Assim como a escuderia Williams e McLaren já trabalham visando o próximo campeonato, Barrichello abordou o futuro também. Comenta-se que a Ferrari dificilmente reproduzirá um carro muito melhor que o atual em 2003. "Se falava o mesmo no ano passado e o F2002 saiu espetacular." O quarto piloto a lutar pelo segundo lugar no Mundial é Coulthard. "Acho que os outros três têm chances maiores que as minhas", comentou o escocês. Curiosamente ele começa a disputar nesta sexta a prova mais aguardada pela McLaren depois da de Mônaco, segundo suas próprias previsões emitidas em seguida à vitória no Principado: "Podemos pensar em ganhar de novo na Hungria", afirmou na época. "Penso que outro bom resultado aqui está relacionado à eficiência dos pneus, como em Mônaco." McLaren e Williams correm com Michelin, enquanto a Ferrari, Bridgestone. Coulthard explicou que seu carro teve bom desempenho nas pistas em que os pneus macios eram os mais indicados. "Esse é o caso deste circuito", lembrou, atestando as boas possibilidades de surpreender, como no Principado.

Agencia Estado,

15 Agosto 2002 | 14h55

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