F-1: Pilotos protestam contra Mosley

Depois de desagradar profundamente vários donos de equipes, colaborar para deixar Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, numa situação difícil em Indianápolis, no último dia 19, ao não facilitar a realização do GP dos EUA, agora o presidente da FIA, o inglês Max Mosley, ganhou novos inimigos: ninguém menos que os pilotos. Nesta terça-feira, o dirigente distribuiu comunicado cancelando a reunião que teria com representantes da Grand Prix Drivers Association (GPDA), a associação dos pilotos, marcada para sexta-feira, em Silverstone, onde será disputado o GP da Grã-Bretanha neste fim de semana. Em texto endereçado a David Coulthard, da Red Bull, Mosley escreveu: "Você solicitou um encontro para discutir mais segurança nos testes privados. Vimos com simpatia a iniciativa. Lamentavelmente, porém, você vem criticando o atual regulamento". O presidente da FIA disse que uma nova reunião poderá ser marcada, para Paris ou Mônaco, sede da FIA e da GPDA. A organização dos pilotos reagiu em documento entregue à imprensa: "A GPDA acredita que as questões de segurança são da mais elevada importância e sente-se desapontada por não receber o apoio do presidente da FIA". Michael Schumacher, presidente da GPDA, por mais incrível que possa parecer, não assina a carta, assim como a dupla da Red Bull. Todos os demais assinaram. Coulthard, líder da GPDA, não pôde estar na lista por imposição da equipe, que depois de definir o uso do motor Ferrari, para 2006, acabou por seguir a linha política do time italiano, quase sempre alinhado com a FIA. A Red Bull anunciou nesta terça a renovação do contrato com Coulthard. Aos 34 anos, o escocês realiza importante trabalho no campeonato. Somou pontos em cinco das dez etapas disputadas, está em 10º no Mundial, com 17 pontos (o líder é Fernando Alonso, da Renault, com 69) e a Red Bull, em 6º, com 22. O australiano Paul Stoddart, proprietário da Minardi, é um crítico contumaz de Mosley. Nesta terça, segundo divulga a imprensa inglesa, venderá a equipe caso o inglês seja reeleito presidente da FIA, em outubro, para mais quatro anos de mandato. "Não importa quem venha, o que é certo é que Mosley é muito ruim. As escuderias estão saturadas dele. Ou vai embora ou acabará com a Fórmula 1". Stoddart e Mosley vêm trocando acusações através da imprensa depois de o australiano tentar disputar as primeiras corridas deste ano com o carro da temporada passada, sequer adaptado ao novo regulamento. Não conseguiu.

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