F-1: pouca gente verá GP da Itália

O desempenho do conjunto Ferrari-Bridgestone, em 2005, difere bastante do de temporadas passadas, quando se apresentava para o GP da Itália - próxima etapa do Mundial, neste domingo -, com grandes chances de Michael Schumacher e Rubens Barrichello vencerem a prova diante da fanática torcida da equipe. Para complicar ainda mais para os promotores do evento, o próprio diretor geral da Ferrari, Jean Todt, deu um recado claro, na segunda-feira, aos fãs do time. "Não esperem nada da Ferrari em Monza". Resultado: nesta terça, Ludovico Grandi, presidente do Automóvel Clube de Milão, responsável pela corrida, afirmou: "A venda de ingressos caiu em relação aos anos anteriores". Mesmo que a Ferrari dispute uma grande prova, como fez em Ímola, este ano, única performance convincente, a festa em Monza não terá a conhecida euforia que se estabelece depois da bandeirada. Domingo, dia da corrida, não são esperadas nem 50 mil pessoas no autódromo. Enrico Ferrari, diretor do autódromo, disse, nesta terça, que as vendas caíram, este ano, 15%. Em 2004, nos três dias de competição, 117 mil torcedores assistiram ao evento, ao passo que na edição de 2000 do GP da Itália, diante da possibilidade de Schumacher quebrar o recorde de 21 anos sem título, nada menos que 160.532 pessoas adquiriram ingressos, recorde de público. Entre os treinos livres de sexta-feira, a classificação no sábado, e a prova no domingo, nem 100 mil torcedores são esperados em Monza este ano. Os testes da semana passada na veloz pista italiana indicaram que, de novo, Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya, da McLaren, deverão dispor do carro mais veloz da prova, seguidos pelas Renault de Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella. O GP da Itália é o 15.º do campeonato e não definirá o campeão do mundo. Alonso lidera com 95 pontos seguido de Raikkonen, com 71. Mesmo que o espanhol da Renault vença e o finlandês da McLaren não marque pontos, não há como, matematicamente, a disputa se definir. Alonso chegaria a 105 pontos, Raikkonen permaneceria com 71 - a diferença entre ambos subiria dos atuais 24 para 34 pontos, mas haveria em jogo, ainda, 40 pontos, das etapas da Bélgica, Brasil, Japão e China.

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