F-1: previsão de chuva no treino

Todas as equipes trabalham com previsão de chuva para amanhã, na sessão que definirá o grid, e domingo, ao longo das 44 voltas do GP da Bélgica. É uma situação nova na temporada. A Fórmula 1 questiona se isso pode tornar a Ferrari ainda mais forte ou, quem sabe, reduzir a enorme diferença que a separa, este ano, da BAR, Renault, McLaren e Williams. Hoje, com pista seca à tarde, Kimi Raikkonen, da McLaren, foi o mais veloz, seguido por Jenson Button, da BAR. Michael Schumacher, da Ferrari, próximo de conquistar seu sétimo título, ficou apenas em terceiro. Já que Schumacher e o modelo F2004 da Ferrari são superiores a todos os demais conjuntos e o carro da equipe italiana não quebra quase nunca, então que uma tempestade, por exemplo, crie algo novo na Fórmula 1. Capaz de, com um pouco de sorte, igualar mais a competição. Bastante criticado depois da má performance dos pneus Michelin no GP da Hungria, Pierre Dupasquier, diretor da empresa, demonstrava até otimismo com a chuva de hoje no fim da tarde e a previsão meteorológica para amanhã e domingo: "Aprendemos muito com nossa vitória, aqui, em julho, nas 24 horas de Spa. A partir desse conhecimento produzimos três tipos de pneus para asfalto molhado", disse o veterano dirigente francês. A Michelin fornece pneus para a BAR, Renault, McLaren e Williams, dentre outros. A Bridgestone, Ferrari. É sobre a eficiência dos pneus da Michelin na chuva que está a possibilidade maior de Schumacher não se impor da mesma maneira que em todas as provas até agora. No seco, segundo Rubens Barrichello, companheiro de Schumacher, os franceses podem surpreender, como fez a Bridgestone em Budapeste. "Eles estão muito rápidos." Rubinho registrou o oitavo tempo. Dos dez primeiros, apenas Schumacher, terceiro, e Rubinho, não usam pneus Michelin. Antonio Pizzonia, da Williams, foi o melhor brasileiro, sétimo. Felipe Massa, da Sauber, obteve bom 11.º tempo e Ricardo Zonta, Toyota, 15.º. Os tempos ficaram abaixo do esperado. Raikkonen fez hoje 1min44s701, à média de 239,8 km/h. A pole position em 2002, em Spa, foi de Schumacher, com 1min43s726, à média de 241,6 km/h. Mas explica-se: a nova Bus Stop, última chicane antes da pequena reta dos boxes, deixou o circuito um pouco mais longo e lento. De 6.963 metros a extensão chegou a 6.976 metros. "De qualquer maneira, é sempre um imenso prazer para mim voltar a correr em Spa", afirmou Schumacher. De novo teve de responder sobre como está encarando a possibilidade de ser campeão pela sétima vez. "Por caráter, estou aqui para vencer. Depois vamos ver o que uma nova vitória, se a conquistar, pode me dar." Como lembrou a imprensa italiana, o número 7 está na vida de Schumacher nos seus melhores momentos. A Ferrari está disputando em Spa, por exemplo, a 700.ª corrida da sua história e Schumacher pode ser campeão pela sétima vez. Mais: se vencer em Spa, será sua sétima vitória no circuito belga. "O número 7 tem mesmo a ver comigo", disse o alemão, que tornou um pouco mais loura parte dos seus cabelos. Rubinho confirmou que depois de dois anos distante de Spa, a Fórmula 1 voltou diferente. "O desafio da Eau Rouge continua existindo, mas é menor. Há maior pressão aerodinâmica e os pneus oferecem mais aderência", explicou. A curva Eau Rouge representa o maior desafio para os pilotos da Fórmula 1. "Concordo, também, que a velocidade dos carros nas curvas, aqui em Spa, está muito elevada", falou Rubinho. O australiano Ryan Briscoe, terceiro piloto da Toyota, sentiu de perto o que o piloto da Ferrari afirma. Hoje, aos 14 minutos da sessão da tarde, chocou-se com enorme violência na Eau Rouge. Pouco antes de chegar à curva, numa reta longa em descida, o pneu traseiro direito perdeu pressão e o carro seguiu em frente. A seguir colidiu contra a grade de proteção do lado direito, atravessou a pista e foi atingir a barreira de pneus do outro lado. Acabou sendo levado para o hospital, mas por muita sorte não se feriu. O carro ficou destruído.

Agencia Estado,

27 Agosto 2004 | 15h26

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