Hiroshi Yamamura/EFE 
Hiroshi Yamamura/EFE 

F-1 propõe limite de velocidade em situações de risco

Diretor de prova da categoria, Charlie Whiting, apresenta relatório sobre o grave acidente envolvendo o francês Jules Bianchi

Estadão Conteúdo

10 de outubro de 2014 | 15h32

O grave acidente de Jules Bianchi no GP do Japão, realizado no último domingo, deve gerar mudanças na Fórmula 1. Nesta sexta-feira, o diretor de prova da categoria, Charlie Whiting, propôs que seja adotado um limite de velocidade nas corridas quando houver uma situação de risco na pista.

Whiting apresentou um relatório sobre o acidente de Bianchi aos diretores da categoria nesta sexta. De acordo com a proposta dele, seria melhor que as equipes tivessem a possibilidade de reduzir a velocidade de seus pilotos automaticamente em situações de perigo, ao invés de esperar que os competidores o façam.

De acordo com Whiting, Bianchi diminuiu a velocidade de sua Marussia antes de sofrer seu grave acidente no último domingo, mas nem todos os pilotos reduziram durante duas situações de bandeira amarela e muitos deles não diminuíram o suficiente. O diretor, no entanto, não soube dizer a velocidade do francês antes de se chocar com um guindaste.

"O Jules diminuiu a velocidade", garantiu Whiting. Ele também afirmou que "nada poderia ser feito melhor" para evitar o acidente. Segundo o diretor, não houve qualquer sinal de falha mecânica, e se Bianchi tivesse batido na barreira de pneus, teria sido uma batida dura, mas que não resultaria em nenhuma lesão grave.

A poucas voltas para o fim do GP do Japão do último domingo, Bianchi perdeu o controle de seu carro na curva 7 e bateu de frente com um guindaste que estava à beira da pista para retirar a Sauber de Sutil, que havia batido no mesmo lugar um pouco antes. A força do impacto gerou sérias lesões cerebrais no piloto francês, que passou por cirurgia pouco após a prova e segue hospitalizado em estado grave.

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