F-1: Racha ameaça Mundial de 2006

O Mundial de Fórmula 1 deste ano ainda não acabou e o da próxima temporada já começou com um racha: a Ferrari não irá respeitar regra alguma de limitação de testes. Hoje um assessor da equipe informou, em Xangai, onde se está disputando o GP da China, que a Ferrari irá treinar dias 26 e 27 em Vallelunga, na Itália, e entre 18 e 22 de novembro no calor do deserto de Sakhir, em Bahrein. Havia um acordo de cavaleiros entre os times de ninguém treinar até 15 de novembro. Sábado, às 2 horas, com transmissão ao vivo pela TV Globo, o grid do GP da China será definido no impressionante autódromo de Xangai, de concepção arquitetônica e soluções funcionais tão arrojadas que criou uma nova referência mundial. É o fim da linha da mais extensa temporada dos 56 anos de história da Fórmula 1: 19 etapas. Há algumas corridas já se discute importantes áreas do regulamento de 2006, como a limitação de treinos particulares. ?Não faz sentido disputar uma competição onde praticamente não podemos treinar, por falta de dinheiro, e alguns times, como a Ferrari, treinam todo dia?, afirmou, em Interlagos, Paul Stoddart, pouco depois de vender a Minardi para a Red Bull. Havia um acordo respeitado até pela Ferrari, até então, de não se treinar entre a última prova do ano e 15 de novembro. Mais: não realizar testes particulares fora da Europa, como forma de conter os custos. Esses acordos também já foram para o espaço. A Ferrari também não concordou com os 30 dias de limitação de testes entre o início e o fim do campeonato. A alegação parece proceder: ?As escuderias que usam pneus Michelin têm quatro vezes mais quilômetros de testes que nós?, diz Jean Todt, diretor geral da Ferrari. Só a Ferrari treina com pneus Bridgestone, enquanto a Michelin tem Renault, McLaren, Toyota, Williams, BAR, Red Bull e Sauber. Como em 2006 a Williams e a Toyota também vão correr com Bridgestone, tudo levava a crer que a Ferrari respeitaria os acordos de limitação de testes. Hoje ficou claro que não. O objetivo principal será desenvolver os pneus Bridgestone, menos eficientes que os Michelin este ano. Max Mosley, presidente da FIA, declarou em entrevista coletiva durante o GP da Espanha: ?Esse é um assunto para as equipes resolverem.? Espera-se uma reação dura dos demais times contra a Ferrari depois do anúncio de hoje.

Agencia Estado,

13 de outubro de 2005 | 19h22

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