F-1: Raikkonen ainda acredita no título

Dentre os 20 pilotos que nesta quinta-feira percorrerão os 5.340 metros do novo circuito de Istambul, a pé ou como passageiro de algum carro de passeio - o regulamento os proíbe de dirigir antes dos treinos livres -, Kimi Raikkonen, da McLaren, será, provavelmente, o que mais atenção dedicará a todo tipo de detalhe. Na estréia da Turquia no Mundial, o finlandês da McLaren sabe que a prova, 14ª da temporada, pode ser a sua última chance de reduzir a diferença de 26 pontos que o separa do líder do campeonato, Fernando Alonso, da Renault. Calor intenso, mais até do que em Budapeste, já quente por natureza nessa época do ano. Esse era o clima na noite de quarta em Istambul, quando a maioria dos pilotos desembarcou na Turquia. Há grande expectativa com relação ao traçado, concebido pelo arquiteto alemão Herman Tilke, o mesmo dos autódromos da Malásia, Bahrein e China. "Soube que existem subidas, descidas, curvas de vários tipos. Me pareceu bastante interessante", comentou Jenson Button, da BAR, que pode ser o companheiro de Rubens Barrichello, em 2006, ou se transferir para a Williams. Ainda na Suíça, onde reside, Raikkonen declarou, na terça, que o título não é ainda de Alonso, que soma até agora 87 pontos diante dos seus 61. Com a corrida de Istambul restam 6 etapas para o encerramento do Mundial. "Espero que Alonso tenha, agora, alguns problemas, como eu enfrentei já várias vezes este ano". O finlandês perdeu várias provas quase ganhas, como os GPs de San Marino, Europa, França e Alemanha por falha do equipamento. Rubinho pousou com seu jato Embraer-Legacy procedente do Brasil, de onde decolou na noite de terça, logo depois de explicar, em São Paulo, os bastidores das negociações que o farão deixar a Ferrari a partir do ano que vem. Schumacher aterrizou um pouco antes, com seu Falcon 2000. Já Felipe Massa, futuro substituto de Rubinho na Ferrari, viajou de Miami - desfrutou de miniférias - para Istambul em vôo de carreira. Na sexta, quando começam os treinos livres, todos os pilotos terão de aproveitar as duas sessões de uma hora, uma de manhã e outra à tarde, diferentemente da maioria das outras etapas. Com o objetivo de economizar o motor, que este ano deve resistir a dois GPs, muitos costumam assistir à boa parte das sessões parados nos boxes. A necessidade de conhecer o traçado e acertar o carro é uma garantia para a torcida, bastante interessada no evento pela movimentação no aeroporto de Istambul, na noite de quarta, de que a pista estará cheia o tempo todo. Button lembrou outra preocupação. "Corremos no circuito anti-horário (como os traçados de Ímola e Interlagos), o que somado ao forte calor irá nos submeter a grande estresse". A maioria das curvas é para a esquerda, ao contrário das pistas européias, onde as curvas são mais para a direita. O circuitos anti-horário solicitam mais a musculatura do pescoço menos exigida nos horários, daí ser freqüente os pilotos reclamarem de dores e até perda de rendimento.

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