F-1: um dia ruim para os brasileiros

Com exceção de Ayrton Senna, que ainda é o Mister Mônaco, com seis vitórias no principado, o histórico dos demais pilotos brasileiros na prova não é dos melhores. Hoje, por exemplo, para manter a tradição, os três representantes do País na Fórmula 1 não obtiveram bons resultados. Rubens Barrichello, da Ferrari, larga em sexto, apesar de ter feito o sétimo tempo na classificação, Cristiano da Matta, Toyota, em 15.º, e Felipe Massa, Sauber, em 16.º, todos atrás de seus companheiros de equipe. Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet, os outros dois brasileiros campeões do mundo, também nunca venceram nas ruas de Mônaco. Rubens Barrichello, que está na F-1 desde 1993 e já disputou 186 GPs, teve apenas uma participação brilhante em Mônaco. Foi em 1997, sob chuva, com Stewart, segundo. Em 2000 e 2001 também obteve duas segundas colocações, mas sem o peso da de 1997. Hoje comentou o seu sétimo tempo. Como Ralf Schumacher perdeu dez posições pela troca do motor, Rubinho subiu uma. "Eu esperava estar mais na frente do grid", afirmou. Nos dias anteriores deu a entender que a Ferrari não repetiria a estratégia do ano passado, quando largou lá atrás porque ele e Michael Schumacher tinham mais gasolina no tanque que a concorrência. "O carro está se comportando bem, mas largando atrás, aqui, não será fácil. Não há como ultrapassar." No GP de San Marino, Rubinho enfrentou a mesma dificuldade e até perdeu posições no fim, nas operações de pit stop. Acabou em sexto. Cristiano da Matta parecia resignado depois da classificação: "Acho que tiramos tudo o que o carro poderia oferecer", falou. "Nosso problema é a falta de aderência e num circuito como o de Mônaco, esse aspecto é fundamental na performance." A Toyota está finalizando a construção de um novo carro, que deverá estrear no GP da Grã-Bretanha, dia 11 de julho. Felipe Massa estava descontente consigo próprio e o carro da Sauber. "Perdi um pouco de tempo na chicane, mas o C23 não tinha o mesmo equilíbrio do treino da manhã." O que melhorou foram os pneus Bridgestone, que segundo os pilotos da Sauber não tinham, hoje, a mesma degradação de quinta-feira, no primeiro treino livre. As equipes que competem com a marca japonesa tiveram, de acordo com o comentado no paddock, de optar pelos pneus duros, o que também explicaria a diferença grande de Rubens Barrichello e Michael Schumacher para o tempo do pole position, Jarno Trulli, que usa Michelin. A Sauber já trabalha no seu novo e avançado túnel de vento o modelo de 2005.

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