F-Truck: Zé Maria agradece a santa

Um dia após o pior acidente da história da Fórmula Truck, que aconteceu domingo em Campo Grande, o piloto José Maria Reis recebeu alta da Santa Casa e voltou para Goiânia, onde vive com a mulher e três filhos. Ele foi o pior acidentado do engavetamento que envolveu 19 caminhões: ficou preso por uma hora embaixo de cinco toneladas de ferragens. Assim que se recuperar da operação na patela do joelho esquerdo, o piloto da Ford quer levar o macacão até a basílica de Nossa Senhora de Aparecida. ?Não tive medo de morrer porque sabia que ela estava lá comigo. Na hora em que eu estava preso não pensava em nada, só rezava para sair daquele lugar?, conta.Zé Maria conseguiu ver todo o acidente e se lembra bem do que aconteceu: ?Lembro do Neno (Jonatas Borlenghi) tocando o carro do Roberval (Andrade), que bateu no Fabiano. Parei para não bater mas já não tinha jeito, o pessoal vinha com tudo atrás.? Apesar disso, o piloto não quis acusar nenhum companheiro: ?Acontece, não tem culpados. É coisa de corrida.?Os pilotos de sua equipe, Djalma fogaça Motorsport, e Vignaldo Fizio foram visitá-lo e brincaram com Zé Maria. ?me mandaram mudar o mês do meu aniversário para agosto, disseram que nasci de novo.?Prejuízo de R$ 4 milhões - O acidente envolvendo 19 caminhões na etapa de Campo Grande na Fórmula Truck, domingo, já tem o rejuízo estimado de R$ 4 milhões, segundo Aurélio Batista Félix, promotor da categoria. A corrida, que foi suspensa, deve ser cancelada.?De todos aqueles veículos envolvidos no acidente, oito tiveram perda total. Cada caminhão custa entre R$ 400 e 600 mil. Sem contar os outros. Fazendo contas rápidas, acho que só nesta etapa o prejuízo foi de R$ 4 milhões. Considero que este acidente tenha sido uma catástrofe?, avalia Aurélio.Nesta segunda-feira o promotor não voltou para Santos. ?Fiquei aqui em Campo Grande. Não consegui dormir, para ser sincero. Acordei as 5 da manhã e vim para o autódromo. Agora é hora de analisar tudo o que aconteceu.?Dificilmente uma outra corrida será realizada no mesmo lugar. ?Foram 19 caminhões batidos. Se fossem só uns quatro, faríamos a prova no próximo fim de semana, mas não tem como. Por isso mesmo que quem quiser pode pegar o dinheiro do ingresso (R$ 15) de volta. O público tem esse direito?, ressaltou.Segundo Aurélio, um caminhão de competição leva um mês para ficar pronto. ?Algumas equipes já têm um pré-montado, com a parte de chassis e câmbio pronta. Mas algumas, como a Volvo, não têm esse recurso. Por isso que a próxima etapa (dia 18 de setembro, em Curitiba), deve ter só entre 18 e 20 veículos no grid?, explica.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.