F1 abre discussão para reduzir custos

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reúne nesta terça-feira os principais setores envolvidos com a F1 para tentar reduzir os custos da categoria. O encontro, em Paris, terá a participação de dirigentes de equipes, fornecedores de motores e pneus e dos principais patrocinadores. Na pauta, estarão temas polêmicos, como a redução do número de motores utilizados a cada corrida. Com essa e outras medidas, a FIA pretende alcançar uma economia de US$ 250 milhões por ano. A proposta de limitar o uso de propulsores enfrenta resistência. Atualmente, as equipes grandes utilizam pelo menos três motores por carro a cada fim de semana (em 2001, a Mercedes construiu 94 para a McLaren). A FIA defende uma redução gradual para que já em 2005 cada piloto tenha à disposição um motor por GP. A entidade propõe que, em 2003, em cada prova o piloto tenha direito a um único motor para a sessão classificatória, warm up e corrida. Não haveria limitação nos treinos livres. Em 2004, seriam dois motores por GP: um para os treinos livres e outro para a classificação, warm up e prova. Se conseguir sucesso em suas propostas, a FIA também irá encurtar a distância entre as grandes e as pequenas equipes. Segundo o jornal econômico Eurobusiness, a Ferrari, a escuderia com mais dinheiro na F1, tem um orçamento anual de US$ 302 milhões. Já Arrows e Minardi não dispõem de mais de US$ 80 milhões. Mas a idéia de limitar o uso de motores não agrada a todos. O diretor técnico da Williams, Patrick Head, por exemplo, se diz "desapontado?? com Max Mosley, presidente da FIA. Ele alega que o dirigente prometera não mudar nada até 2007. "Mosley diz uma coisa e agora quer fazer uma grande mudança, sem levar em conta os interesses dos fabricantes de motores. Não gosto desse mecanismo??, reclama Head. Ron Dennis, da McLaren, entende que o "espírito?? da F1 não deve ser prejudicado com medidas restritivas. "Mas cada um defende o seu lado.?? É justamente isso está deixando donos de equipes e fornecedores de motores em lados opostos. "É reconfortante ver como os produtores de motores trabalham juntos. Mas é uma pena que tudo se perdeu quando (o assunto) chegou aos chefes de equipe??, afirmou o chefe desportivo da Mercedes, Norbert Haug, sobre o impasse. A aprovação das propostas depende dos votos de 80% dos 26 integrantes da Comissão de F1.

Agencia Estado,

18 Março 2002 | 18h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.