F1 congestiona até o céu de São Paulo

O trânsito em dias de Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 não é complicado apenas nas ruas de São Paulo. A cidade enfrenta, inclusive, congestionamento aéreo, que exige recursos de operações de guerra. Os helicópteros são o transporte usual de pilotos e até de alguns torcedores para o autódromo de Interlagos. Como o movimento é grande e realizado em um curto espaço de tempo, as aeronaves seguem critérios rigorosos para atender a demanda de vôos."É como uma operação de guerra. Não é possível cortar o motor no embarque nem no desembarque e o tempo de permanência no heliponto, principalmente o de Interlagos, é o mais curto possível", explica José Antônio Pires, diretor comercial da LRC Taxi Aéreo Ltda, responsável pelos vôos para Interlagos.Cerca de 70% dos vôos saem do aeroporto de Congonhas e o restante do Campo de Marte e dos hotéis Transamérica e Meliá, onde os pilotos estão hospedados. "São 24 pilotos, incluindo os de teste, que usam o sistema", revelou Pires.O aumento na procura do serviço foi de 10% em relação ao GP do ano passado e 60% a mais que o movimento do carnaval, que é um dos maiores do setor. "Em época de F1, São Paulo passa a ser a maior ponte aérea do mundo", garantiu Pires, explicando que a frota da cidade é a terceira maior do mundo, depois de Nova York (EUA) e Tóquio (Japão).Apesar do heliponto de Interlagos ser grande e trabalhar com quatro helicópteros ao mesmo tempo, só é recomendado o pouso de uma aeronave por vez. Ainda assim, elas não desligam os motores. O estacionamento é em outro local. "Como o helicóptero fica ligado, o rotor da cauda é perigoso. Mas o pit stop não chega a ser tão rápido como o da Ferrari de Michael Schumacher", comparou Pires.Cerca de 35 pessoas trabalham no local para evitar acidentes. Uma torre de controle foi montada no autódromo para controlar a fila de espera. São 13 os helicópteros (de três a sete lugares cada) que a LRC tem diretamente na operação, além dos vôos de outras empresas que coordena e os de proprietários particulares. Pacotes que incluem ingressos estão esgotados, mas ainda há vagas nos vôos para Interlagos para quem puder pagar. O deslocamento custa U$ 350 (R$ 750,05) para cada dia ou US$ 800 (R$ 1.714,40) para os dias de treino e prova.

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