F1: equipes boicotam a FIA de novo

Mais uma vez a reunião programada pela FIA para discutir o regulamento da Fórmula 1, no dia 15, será, na realidade, um encontro para saborear um gostoso chazinho entre o presidente da entidade, Max Mosley, e o diretor-geral da Ferrari, Jean Todt. Nesta quinta-feira, os representantes das nove demais equipes da categoria, reunidos em Londres, anunciaram que não irão atender à convocação de Mosley, como já fizeram em janeiro, em outra reunião programada pela FIA."Estamos ainda discutindo uma proposta para encaminhar à FIA e a Bernie Ecclestone, o que deverá ocorrer entre julho e agosto", disse Nicky Fry, diretor da BAR. As montadoras da Grand Prix World Championship (GPWC), Renault, BMW e Mercedes, mais Toyota e Honda, e os times Sauber, Red Bull, Jordan e Minardi exigem de Ecclestone, da Formula One Management (FOM), muito mais dinheiro como participação nos direitos de TV arrecadados, estimados em US$ 700 milhões por ano.A Ferrari assinou um acordo em separado com Ecclestone, em janeiro, e concordou em estender o Acordo da Concórdia até o fim de 2007. A renúncia do grupo dos nove é um protesto contra a postura de Mosley, que declarou, em princípio, que "apenas as equipes que concordarem em estender o Acordo da Concórdia poderão discutir o regulamento do futuro."Mosley mudou de idéia, mas os representantes das escuderias ainda a estão levando a sério. Não deixa de ser uma pressão, também, sobre o próprio Ecclestone, a fim de que ele abra os cofres como fez com a Ferrari, que recebeu US$ 100 milhões como luvas para assinar a extensão do Acordo da Concórdia, além de uma maior participação no que for arrecadado pela FOM.

Agencia Estado,

07 de abril de 2005 | 19h18

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