F1: etapa inglesa pode ser na França

O GP da Grã-Bretanha, que ao lado do GP da Itália foi o único que nunca deixou de ser realizado desde que a Fórmula 1 existe, em 1950, poderá ser disputado, ano que vem, na França, no circuito de Paul Ricard, ausente do Mundial desde 1990. A informação foi divulgada hoje pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em Genebra. A decisão final sobre uma das mais tradicionais etapas do calendário da Fórmula 1 será tomada dia 14, na reunião do Conselho Mundial da FIA, em Mônaco. A alegação da entidade é a mesma de sempre: ausência de vias de acesso ao autódromo de Silvertone compatíveis com o volume de tráfego nos dias de competição. Até pilotos já perderam treinos por conta das horas perdidas em longos e desgastantes congestionamentos. Jackie Stewart, presidente do British Racing Drivers Club (BRDC), proprietário do circuito, qualificou a possibilidade da transferência para a França como "ridícula." Segundo ele, a FIA faz vistas grossas ao que já foi feito para resolver o problema, onde já se investiu cerca de US$ 20 milhões. "Seria desastroso para as nossas relações com o governo e para o esporte a motor no país", definiu Stewart. Há dinheiro oficial na duplicação de uma das vias de acesso. A maioria das equipes que participam da Fórmula 1 é inglesa, assim como muitos dos milionários investimentos. Retirar o GP da Grã-Bretanha da Inglaterra traria desdobramentos bastante indesejáveis para muitas dessas escuderias, como a possibilidade de redução de verbas de patrocínio. É na corrida de Silverstone que os proprietários dos times mais têm convidados. São os que colocam milhões de dólares no negócio ou estão sendo seduzidos a isso. A assessoria de imprensa da Octagon, empresa licenciada pelo BRDC para promover o GP da Grã-Bretanha, comentou que a exclusão de Silverstone da Fórmula 1 é "mera especulação." Prost - O futuro da equipe do ex-piloto e de Pedro Paulo Diniz será definido sexta-feira. Três juízes irão analisar o relatório preparado pelo administrador designado pela justiça, Franck Michel. Especula-se que haja quatro opções de acerto, envolvendo novos investidores, para que a equipe dispute o Mundial de 2002. O total de dívidas chega a US$ 30 milhões.

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