F1: Globo utiliza recurso especial

Um evento, duas transmissões. É assim que a Globo vai trabalhar para oferecer para o espectador do País e do mundo as imagens do GP do Brasil de Fórmula 1. Segundo o diretor de jornalismo esportivo da emissora, Marco Mora, para não deixar escapar nenhum detalhe importante, a Globo vai trabalhar como se duas provas fossem disputadas simultaneamente. "Esse recurso nos permite acompanhar, por exemplo, dois pilotos que estejam em um mesmo ponto do circuito", explica Mora. Com o sistema, de acordo com o diretor, a emissora tem condições de escolher as melhores imagens e diminuir as chances de perder algum lance importante, como uma ultrapassagem ou um acidente. Ao todo, 27 câmeras funcionarão durante o GP, entre pista e pitlane, e 20 delas fornecerão imagens da pista para o Brasil e exterior. Cerca de 350 pessoas trabalham em Interlagos para garantir a transmissão. "Já chegamos a utilizar mais câmeras, mas concluímos que este é o número ideal", diz Mora. O diretor afirma não saber quantos países receberão as imagens geradas pela Globo. "Só sei que seremos responsáveis por toda a transmissão para as ?TVs abertas? do mundo." Segundo a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), cada GP é transmitido ao vivo para cerca de 150 países. A emissora brasileira só não fará as transmissões em sistema de pay-per-view, responsabilidade da Fórmula One Management (FOM). A transmissão da Globo terá o "desfalque" de um tradicional recurso. A emissora não utilizará a câmera que, sob trilhos, percorria toda a extensão dos boxes. Tudo porque o equipamento que seria usado neste domingo caiu durante os treinos de sexta-feira.

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