F1: Interlagos passa por simulação

A 15 dias do GP do Brasil de Fórmula 1, o autódromo de Interlagos passa pelos últimos ajustes. Neste sábado, aconteceu a simulação oficial com a equipe médica do Hospital São Luiz e o Corpo de Bombeiros. E houve até um acidente para valer, com o piloto André Gouvêa, de 16 anos, no S do Senna. A roda traseira esquerda do carro soltou-se, rodou na pista e bateu no muro de proteção. Mas ele saiu ileso. Após o incidente, André Gouvêa, que corre na F-São Paulo, disse que a direção da prova tinha pedido para ele bater, mas ?não tãoforte?. Carlos Montagner, no entanto, diretor de prova há dez anos e com 31 anos de GP do Brasil no currículo, admitiu o erro do piloto. ?Foi um simulado muito real. Sempre peço para os pilotos rodarem, pararem na grama ou simularem outras situações, mas nunca peço para bater. O acidente não foi planejado. Foi um susto?, contou.Montagner aprovou a agilidade da equipe na remoção de um piloto na última simulação na entrada da Reta dos Boxes. A partir do acionamento dos médicos, o atendimento não passou de três minutos ? máximo exigido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O melhor tempo registrado em um simulado foi no ano passado: 1m10s. ?Fiquei muito satisfeito, principalmente com o Corpo de Bombeiros?, acrescentou Montagner. ?Para chegar ao carro a equipelevou um minuto. Para remover o piloto, mais 2 minutos e 20 segundos. A FIA considera o tempo gasto na remoção e fizemos abaixo do exigido. E usando o Hans (imobilizador de coluna) em vez do assento removível para dificultar mais?, explicou Dino Altmann, diretor-médico do Hospital São Luiz.Do carro, o piloto foi levado a unidade do Hospital São Luiz do Morumbi. O helicóptero levantou vôo apenas 9 nove minutos do ?acidente?. Durante o GP do Brasil de Fórmula 1, o serviço de atendimento médico na pista incluirá quatro veículos de resgate, sete ambulâncias e dois helicópteros.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.