F1 teve um treino cheio de surpresas

Largar em terceiro, a "apenas" 413 milésimos do tempo da Ferrari na pole position de Rubens Barrichello, é um resultado que não estava nem na mais otimista das projeções de Ralf Schumacher, da Williams, segundo ele próprio afirmou. "Nunca até agora na Fórmula 1 eu alterei tanto meu carro durante a sessão de classificação como hoje", confessou o alemão. "Eu realmente não esperava essa colocação, esse traçado é terrível para nosso chassi." Ralf e o diretor-técnico da Williams, Patrick Head, contudo, acreditam que neste domingo, no GP da Hungria, a Ferrari não terá adversários. "É outra categoria", definiu Head. Há um fator que pode ajudar a Williams se aproximar da Ferrari na corrida: o aumento da temperatura, condição que os pneus Michelin, da Williams e McLaren, se dão melhor, algumas vezes, em comparação ao Bridgestone, da Ferrari. "Se amanhã fizer 10 graus a mais, nossa performance será ainda melhor", afirmou Ralf. Juan Pablo Montoya acabou recebendo o acerto do carro de Ralf, porque estava perdido, e marcou o quarto tempo, mas a um segundo (960 milésimos) do companheiro e a quase 1,5 segundo de Rubens Barrichello, que ficou com a pole position. "Tentamos de tudo e não havia como tornar o carro guiável", revelou o colombiano. O maior desafio da Williams para 2003 será construir um modelo que gere maior pressão aerodinâmica, exigência maior em Hungaroring. Se a Williams se surpreendeu com a melhora, embora ainda distante da Ferrari, na McLaren ninguém sabia explicar o que aconteceu no treino deste sábado. David Coulthard larga em 10º e Kimi Raikkonen em 11º. Num momento raro de espontaneidade, Ron Dennis, sócio da equipe, afirmou: "Depois do nosso desempenho em Monaco (vitória de Coulthard) e em Magny-Cours, pistas semelhantes a esta, nossos planos eram outros. Não compreendemos até agora a nossa pouca competitividade". Para Coulthard, o problema está na falta de intimidade do chassi com os pneus Michelin. "Não fizemos os pneus trabalharem, não tínhamos aderência", explicou. Já Raikkonen lembrou que largar na sexta fila num circuito onde as ultrapassagens são quase impossíveis tornará sua corrida muito difícil. Outro grande desempenho foi o de Giancarlo Fisichella, da Jordan. O italiano marcou o quinto tempo, a apenas 174 milésimos de Montoya, na sua melhor performance do ano até agora. "Gosto da pista, sinto-me confiante e forte mental e fisicamente para marcar mais pontos para a equipe", disse. Apesar do carro instável da Jordan, ele já obteve três quintas colocações na temporada, nos GPs da Áustria, Monaco e Canadá. O estreante Anthony Davidson, inglês da Minardi, larga em último lugar, mas ao menos classificou o carro. A equipe italiana de sócio australiano, Paul Stoddart, anunciou neste sábado um importante acordo de patrocínio com talvez a maior empresa russa, a Gazprom, com 300 mil funcionários, que explora gás natural. O objetivo é fazer a equipe crescer e promover a estréia de um piloto russo na Fórmula 1.

Agencia Estado,

17 Agosto 2002 | 13h09

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