Gustau Nacarino/Reuters
Gustau Nacarino/Reuters

Família de Schumacher revela entrevista inédita do piloto pouco antes de acidente

Ex-piloto de Fórmula 1 sofreu acidente enquanto esquiava nos Alpes Franceses no final de 2013

Estadão Conteúdo

21 Novembro 2018 | 15h38

Quase cinco anos após o grave acidente de esqui nos Alpes Franceses que deixou Michael Schumacher em coma por vários meses, a família do heptacampeão da Fórmula 1 decidiu quebrar o silêncio e divulgou uma entrevista inédita do ex-piloto nesta quarta-feira, 21. O vídeo foi gravado em 30 de outubro de 2013, dois meses antes do ocorrido, para o seu site oficial, e não havia sido divulgado até hoje.

Para marcar o aniversário de 50 anos de Schumacher, que será no próximo dia 3 de janeiro, a família decidiu compartilhar a entrevista com os milhares de fãs dele na internet. Ela está dividida em 10 perguntas e, na primeira, o ex-piloto recorda o título mais emocionante da sua carreira. "O campeonato mais emotivo foi sem dúvida o de Suzuka (Japão), em 2000, com a Ferrari. Depois de 21 anos sem mundiais para a Ferrari e quatro anos para mim, a lutar para o conseguir, finalmente ganhamos a corrida, uma corrida excepcional, e ganhamos o campeonato", disse.

Em 17 anos de Fórmula 1, Schumacher travou batalhas contra o inglês Damon Hill, o escocês David Coulthard, o brasileiro Rubens Barrichello e o espanhol Fernando Alonso. Mas o adversário que o ex-piloto alemão mais respeitava era Mika Hakkinen, o finlandês que lhe roubou os títulos mundiais em 1998 e 1999. "Grandes lutas, mas uma relação privada estável", revelou.

A resposta mais surpreendente de Michael Schumacher aparece na pergunta sobre os seus ídolos. Era esperado que o ex-piloto falasse do argentino Juan Manuel Fangio, do austríaco Niki Lauda ou do francês Alain Prost. Ou que admirava o brasileiro Ayrton Senna e o italiano Vincenzo Sospiri nos tempos que ainda corria de kart. A sua idolatria, na verdade, era por um jogador de futebol.

"O meu verdadeiro ídolo era o Toni Schumacher, porque era um grande jogador de futebol", revelou, em referência ao antigo goleiro de Colônia, Schalke 04, Bayern de Munique, Borussia Dortmund e da seleção da Alemanha Ocidental nos anos 80, que é atualmente o vice-presidente do Colônia.

Schumacher afirmou que "para crescer é preciso não olhar apenas para si próprio, mas também para o carro, para os outros pilotos", considerando que essa foi a "chave do seu sucesso". "O talento é muito importante no automobilismo, como em qualquer outro esporte, mas é algo que se precisa trabalhar. O kart é uma boa base para mostrar o talento, mas também para encontrar outras habilidades necessárias para ser piloto", aconselhou. "O sucesso tem a ver com esse trabalho em equipe".

 

 

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