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Felipe Massa e Fernando Alonso revelam temor com mudanças na F1

Categoria vai adotar asas traseiras ajustáveis, contar com a volta do sistema Kers e mudar para os pneus Pirelli

AE, Agência Estado

13 de janeiro de 2011 | 10h55

Os pilotos Fernando Alonso e Felipe Massa estão preocupados com o excesso de botões que terão de apertar no volante dos seus carros após as mudanças nas regras da Fórmula 1. Falando no encontro anual de inverno da Ferrari, em Madonna di Campiglio, nesta quinta-feira, eles admitiram preocupação com as mudanças, como a adoção de asas traseiras ajustáveis, o retorno do sistema Kers, a mudança para os pneus Pirelli, combinados com a limitação dos testes.

"Se você fizer a escolha errada e você tem três carros atrás de você, você poderia cair do primeiro ao quarto em um instante", disse Massa. "Nós temos tantas coisas para fazer no volante, mas ainda precisamos pilotar o carro. Nós podemos fazê-lo, mas do ponto de vista do piloto não é fantástico. Em cada [volta] há três ou quatro botões para apertar. É definitivamente um pouco demais".

As asas traseiras ajustáveis são a maior novidade e foram concebidas para facilitar as ultrapassagens. Os pilotos vão ser capazes de ajustar as asas, após duas voltas de corrida, mas o sistema será eletronicamente controlado e só será ativado quando o piloto estiver menos de um segundo atrás de outro, em pontos predeterminados da pista. "Sem perceber, estamos perdendo o foco sobre a pilotagem", disse Alonso, acrescentando que "os carros se tornam mais difíceis de pilotar, quando você faz todas essas mudanças de uma temporada para a outra".

A troca da Bridgestone pela Pirelli como fornecedora única de pneus pode representar um desafio ainda maior. "Os pneus são, essencialmente, a maior mudança para 2011, pois altera nosso estilo de dirigir", disse Alonso. "Todos tem a mesma marca e as pessoas falam como um assunto menor, mas você tem que se adaptar muito rapidamente. As equipes terão que resolver os problemas na segunda ou terceira corrida".

Se não chover durante um dos 15 dias de treinos na pré-temporada na Espanha no próximo mês, as equipes podem entrar na terceira corrida da temporada, na Malásia, usando pneus de chuva que nunca foram testados. A temporada começa com o GP do Bahrein, no dia 13 de março, seguido pelo GP da Austrália, em Melbourne, que são corridas geralmente feitas sob bom tempo, enquanto normalmente chove em Kuala Lumpur. "A realização de um GP com pneus completamente desconhecidos seria muito difícil para as equipes", disse Alonso.

Alonso entrou na corrida final da última temporada na liderança, mas perdeu o título para Sebastian Vettel, após uma série de erros dele e da Ferrari. Enquanto quase toda a Ferrari reconhece que a Red Bull teve os carros mais rápidos da última temporada, Alonso surpreendeu ao apontar Michael Schumacher como seu mais "perigoso" rival para 2011.

Tendo vencido cinco campeonatos com a Ferrari, Schumacher retornou à Fórmula 1 no ano passado, mas terminou apenas em nono lugar. "Com cinco campeões mundiais na pista na próxima temporada, se você me perguntar um nome em janeiro eu digo Michael porque ele é sete vezes campeão mundial e não tem que provar nada", disse Alonso. "Foi uma temporada difícil para ele em 2010, com carros novos, um novo estilo de pilotagem e tudo completamente novo na Fórmula 1. Mas ele ainda é um campeão e se o carro for bom, ele será o adversário que vamos temer".

Alonso também disse que espera bons desempenhos de Red Bull e McLaren. "Mas espero que nosso carro seja o mais rápido e o meu mais duro rival é Felipe", acrescentou. "Essa notícia seria muito bem-vinda para nós".

No entanto, Massa enfrentou dificuldades na última temporada e precisará provar que recuperou sua competitividade após um acidente quase fatal no GP da Hungria em 2009. O brasileiro não venceu corridas nos últimos dois anos, após perder o título de 2008 por um ponto para Lewis Hamilton, da McLaren, e já se especula que essa pode ser sua última temporada com Ferrari se ele não melhorar. "Você pode sentir [a pressão]", disse Massa. "Mas o mais importante é que eu coloquei a pressão sobre mim mesmo. Eu sei que posso fazer um grande trabalho e se eu dirigir o carro como eu quero, eu estarei lá".

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