Oliver Multhaup/AP - 28/3/2009
Oliver Multhaup/AP - 28/3/2009

Felipe Massa já fala com amigos e quer voltar para casa

Piloto brasileiro da Ferrari pode deixar hospital e seguir para a sua residência em Mônaco neste fim de semana

Livio Oricchio - O Estado de S. Paulo,

30 de julho de 2009 | 17h51

BUDAPESTE - Primeiro Felipe Massa perguntou, quarta-feira, se poderia disputar a próxima etapa do campeonato, dia 23 em Valência, na Espanha. Nesta quinta-feira, depois de saber que terá de se contentar em apenas assistir à corrida, deixou claro que deseja regressar para casa já. Nesta sexta os médicos se reúnem para estudar uma possível alta para sábado ou domingo. Bem humorado, ligou para o amigo Rubens Barrichello. E segundo sua esposa, Rafaela, contou no Hospital Militar de Budapeste, onde está internado, recomendou a Rubinho, em tom de brincadeira, prender melhor as peças do seu carro.

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"O Felipe, claro, deseja sair do hospital. Hoje (quinta) tomou banho, se alimentou bem no café da manhã, conversou com muita gente, está impaciente já", disse o doutor Dino Altman, diretor médico do GP do Brasil de Fórmula 1 e médico da família. "O quadro é o mesmo, evoluindo a cada hora."

O próprio Altman já questiona se é mesmo necessário permanecer em ambiente hospitalar por muito mais tempo. "O Felipe ainda faz exercícios respiratórios de fisioterapia por ter permanecido deitado tanto tempo", explicou. Se deixar amanhã (sábado) o hospital, o pai do piloto da Ferrari, Titônio, comentou que irá para sua residência em Mônaco.

"A Silvana, esposa do Rubinho, teve de acudi-lo de tão impressionado que ficou com a ligação do Felipe", disse Rafaela. "O Rubinho não esperava. Disse para o Felipe que se pudesse fazer alguma coisa, se ele está tendo alguma despesa... O Felipe respondeu que a conta é bem extensa, brincando, lógico."

Outro personagem do dia-a-dia de Massa e que ficou sem ação ao receber uma ligação foi Stefano Domenicali, diretor da Ferrari. "Ciao bello, é o Felipe", disse o piloto para Domenicali. Ainda na ligação, na sequência, o diretor contou a Rafaela que suas pernas começaram a tremer, pois havia visto Massa ainda sob sedação e não acreditava poder conversar normalmente com ele tão cedo.

Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, levou quarta-feira para Massa um caderno com mensagens de todos os integrantes da equipe. "Alguns apenas assinaram, mas a maioria escreveu coisas lindas", falou a esposa do piloto. "O Montezemolo garantiu para o Felipe que o carro é dele e o espera. Fez até uma observação: o carro este ano não é competitivo mesmo, estamos trabalhando duro já no carro do ano que vem, não tenha pressa."

O seu amigo Popó Bueno conta que as pessoas que o acompanham têm de deixar o quarto por si sós porque, se for pelo Massa, o papo não termina. "Ele queria saber tudo da corrida de domingo, como a colocação do Jenson Button (líder do Mundial)."

O GP da Hungria ainda não acabou mesmo para Massa. "O Rod Smedley, engenheiro dele, ficou um tempão no telefone com o Felipe", lembrou Rafaela. "Fizeram vários cálculos de colocação no grid, ultrapassagens na largada, com o sistema de recuperação de energia (Kers), e tendo como base os tempos de volta do Raikkonen (companheiro de Ferrari), concluíram que o Felipe poderia ter mesmo vencido. O Felipe soltou o maior palavrão no telefone." Nesta sexta Smedley irá visitá-lo.

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