Jon Super/AP
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Felipe Massa tenta chegar pela primeira vez ao pódio em Silverstone

Brasileiro ocupa a sétima posição no Mundial de Pilotos, com 49 pontos acumulados

LÍVIO ORICCHIO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2013 | 14h51

SILVERSTONE - Felipe Massa começa amanhã o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, com uma missão: reverter os resultados desfavoráveis nas duas últimas etapas do campeonato, em Mônaco e Montreal. No Principado se acidentou no último treino livre e não disputou a classificação. No Canadá errou e bateu na definição do grid.

Nessas corridas somou apenas 4 pontos, o que o fez cair na classificação para o sétimo lugar, com 49 pontos, enquanto o companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, soma 96, segundo colocado, e o líder do Mundial, depois de sete provas, é o tricampeão do mundo, Sebastian Vettel, da Red Bull, com 132.

Os primeiros treinos livres no veloz e seletivo traçado de Silverstone começam amanhã às 6h, horário de Brasília. Massa explicou como é iniciar os trabalhos de um GP tendo esse retrospecto desfavorável: “Não costumo errar duas vezes seguidas, como aconteceu. Mas se eu colocar pressão extra sobre mim certamente não vai ajudar”.

Prosseguiu hoje, no paddock do frio e chuvoso autódromo inglês: “O que tenho de fazer é trabalhar bem o carro desde o primeiro treino e seguir assim até a corrida. Não me passa pela cabeça o que ocorreu antes”.

Se depender de otimismo Massa vai conquistar domingo seu primeiro pódio no GP da Grã-Bretanha. Os seus melhores resultados no mítico circuito onde a Fórmula 1 realizou sua primeira corrida, em 1950, foram duas quartas colocações, em 2009 e 2012, com Ferrari.

“Se olharmos o que fizemos este ano em pistas como as de Barcelona e da China acredito que aqui teremos um carro competitivo. Como lá há curvas rápidas e o tipo de pneu disponível pode nos ajudar também”, disse Massa. A Pirelli distribuiu em Silverstone os pneus duros e os macios. “Como tem acontecido, deveremos ir melhor na corrida que na classificação.”

O anúncio da despedida de Mark Webber, da Red Bull, levou muita gente a perguntar para Massa como estão suas negociações visando a temporada de 2014. “Eu tenho boas chances de permanecer aqui (Ferrari). Creio que tão logo acabe essa primeira fase do campeonato deveremos ter uma definição.”

A Fórmula 1 entra de férias depois do GP da Hungria, dia 28 de julho, décima etapa do calendário. A prova seguinte é na Bélgica, somente dia 25 de agosto. Nesse intervalo o mercado de pilotos normalmente se agita bastante.

Em entrevista ao Estado, no Canadá, Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, respondeu assim se Massa permaneceria na equipe: “Absolutamente sim”. Mas até que o piloto não tenha um contrato assinado nas mãos tudo é possível na Fórmula 1.

Enquanto treinava no simulador da Ferrari, nas duas últimas semanas, Massa comentou ter acompanhado com interesse o desenvolvimento das manifestações no Brasil. “Sou totalmente a favor às coisas que estão acontecendo, desde que pacíficas. Há muito o que fazer pelo nosso País, nos hospitais, na segurança, nos transportes.”

O piloto da Ferrari se inflamou ao abordar o tema: “Acho que nunca houve tanta corrupção”. Mais: “Não vivo no Brasil (reside em Mônaco), mas sou brasileiro, quando encerrar minha carreira vou regressar ao País, há muito o que mudar no lado político”.

Massa falou da Copa das Confederações. Ele gosta de futebol, é torcedor do São Paulo, vai aos estádios, quando está em São Paulo, e disse que gostaria que a Itália fosse a seleção a jogar contra o Brasil, domingo. O jogo entre Itália e Espanha não havia sido realizado ainda. Dentro da Ferrari Massa é brasileiro e o companheiro, Fernando Alonso, espanhol. “Gozação tem toda hora. Eu e o Fernando falamos muito de futebol. Se der Brasil e Espanha será bem difícil para nós vencermos, mas vamos lá.”

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