Olivia Harris/Reuters
Olivia Harris/Reuters

Fernando Alonso é liberado para voltar a correr no GP da Malásia

Espanhol desmente que tenha acordado em 1995 e falando italiano

O Estado de S. Paulo

26 Março 2015 | 08h15

 Fernando Alonso vai brigar pela quarta vitória da carreira no GP da Malásia. O espanhol da McLaren está liberado pelo FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para retornar às pistas após o acidente nos treinos da pré-temporada em Barcelona. O piloto espanhol havia sido impedido de correr na Austrália e agora está livre para estrear na temporada de Fórmula 1.

"Luz verde para a corrida. Graças à @fia e @McLarenF1 por seu trabalho, profissionalismo e ajuda neste último mês. #preparado", postou Alonso nas redes sociais para comemorar a volta às pistas. O espanhol estava afastado desde o dia 22 de fevereiro, quando se acidentou em Barcelona.

Alonso fez um teste nesta quinta-feira no circuito de Kuala Lumpur e foi liberado pela FIA. Desde segunda-feira que ele tinha a esperança de retornar após ser aprovado pelos médicos. Agora, tenta recuperar o tempo perdido (pontos) que deixou para trás na Austrália.

Voltando a respirar a Fórmula 1, Alonso entrou no carro, conversou com os concorrentes nas pistas e explicou um pouco o que teria acontecido na hora do acidente. Umas das prováveis causas seria o vento forte em Barcelona, mas Alonso descartou esta hipótese. Também ironizou quem divulgou que ele despertou em 1995 e falando italiano.

"Se você assistir o vídeo, comprovará: nem um furação teria mudado a rota do carro. Até um problema médico está descartado pois não fui para a esquerda. Não me recordo de tudo, mas o vento não causou nada", disse Alonso. "Não despertei em 1995, nem falando em italiano ou fazendo essas coisas que estão dizendo. Recordo o acidente e tudo que aconteceu no dia seguinte."

Um problema mecânico seria mesmo o motivo da batida. "Nós não vemos nenhuma causa clara , mas houve um problema, bloqueando para a direita e o carro entrou na parede, mas ainda nos faltam dados", enfatizou. "Para esta corrida trouxemos novos sensores e fizemos algumas mudanças de direção. Claramente houve um problema, que não encontramos ainda", reconheceu. "Se já faz um mês e nós ainda não encontramos nada, talvez nunca vamos encontrar, então, para essa corrida temos prestado mais atenção a determinadas partes do carro."

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