Tim Chong/Reuters
Tim Chong/Reuters

Fernando Alonso garante que Ferrari vai lutar pela vitória na Malásia

A poucos dias de completar seu 200º GP, piloto espanhol acredita em um bom resultado domingo

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 08h37

KUALA LUMPUR - Fernando Alonso continua enviando mensagens de otimismo aos fãs da Ferrari e aos espanhóis, de maneira geral, que o têm como o maior ídolo do esporte no país. Nesta quinta-feira, no circuito de Sepang, na Malásia, Alonso demonstrou um pouco menos de frieza nas repostas aos jornalistas, afinal celebra no fim de semana sua corrida de número 200 na Fórmula 1.

Sobre suas possibilidades no campeonato, de novo lançou sobre si próprio maior responsabilidade da já existente para quem ganha 25 milhões de euros por ano (R$ 70 milhões), ao comentar a vitória de Kimi Raikkonen no GP da Austrália, domingo: "O ritmo da Lotus foi bom, mas nada que nós não possamos ter também". Alonso recebeu a bandeirada em segundo na prova no circuito Albert Park, 12 segundos atrás do finlandês. Desde os primeiros testes com o modelo F138, em Barcelona, no mês passado, o asturiano afirma que lutará pelo título.

E em Sepang, mesmo sem ter participado de nenhum treino livre no difícil traçado de 5.543 metros, numa temporada onde os novos pneus Pirelli sugerem ter importância fundamental do resultado, Alonso afirmou, ontem: "Aqui estaremos mais perto da luta pela vitória". É uma postura de novo arriscada por desconhecer como o carro da Ferrari vai se comportar ao longo das desgastantes 56 voltas da corrida.

Na sequência, se contradiz ao dizer o que espera da segunda etapa do Mundial: "Aqui veremos se nosso bom ritmo em Melbourne, em todos os treinos e, principalmente, na corrida revelou nosso potencial este ano ou as características da pista, um tanto particulares, nos ajudaram". Para Alonso, o GP da Malásia responderá a ele e à equipe várias perguntas que ficaram no ar depois da abertura do campeonato.

Mas de novo regressou ao discurso otimista, sem nenhuma volta com os pneus duros e médios, trazidos pela Pirelli a Sepang: "Penso ser realista pensarmos em somar bons pontos e até chegar ao pódio mais uma vez. Não vejo motivo para não sermos competitivos aqui como fomos na Austrália, mais na corrida que na classificação".

Ainda repercute na Fórmula 1 a decisão de Alonso antecipar o segundo pit stop, da 23.ª para a 20.ª volta, na abertura do Mundial, o que possibilitou ultrapassar Sebastian Vettel, da Red Bull, eventual líder em razão de o primeiro colocado, Adrian Sutil, da Force India, não ter feito o primeiro pot stop, ainda, e Felipe Massa, companheiro de Alonso, segundo àquela altura.

E sobre esse tema dentro da própria Ferrari as opiniões são conflitantes. Em resposta ao Estado, ontem, Alonso afirmou: "Eu pedi ao time (para antecipar a parada). Estava assumindo um risco elevado, pois tive de administrar o mesmo jogo de pneus por mais tempo do planejado". Parou na 20.ª volta e fez o terceiro pit stop na 39.ª. Foram 19 voltas com os pneus médios.

Já o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, declarou depois da prova no circuito Albert Park ter sido a escuderia a chamá-lo para antecipar a parada. Ficou no ar, portanto, a dúvida a respeito de quem decidiu. De qualquer forma, o próprio Felipe Massa procurou, hoje, não entrar nessa questão. "Para mim o mais importante foi o saldo do fim de semana, muito positivo." Para ele, não houve favorecimento da Ferrari a Alonso.

No fim da conversa com a impresa, Alonso abordou a participação no seu 200.º GP. Esta é sua 12.ª temporada. "É com grande alegria e orgulho que atinjo essa marca. Nunca pensei em chegar à Fórmula 1 e permanecer por 200 Gps. Espero ultrapassar Michael Schumacher em número de pontos, vitórias, poles." Alonso falou, ainda: "Quando me retirar vou ver esses números que vão de deixar orgulhoso".

Ao longo dos 199 Gps disputados, desde o da Austrália de 2001, pela modesta Minardi, Fernando Alonso Diaz, 32 anos, tornou-se duas vezes campeão do mundo em duas ocasiões, 2006 e 2006, com a Renault, obteve 30 vitórias, 87 pódios e 22 pole positions.

Junto com estatística memorável, esse asturiano ganhou fama de ser o mais completo piloto em atividade e, ao mesmo tempo, um dos mais difíceis de se conviver, por responder com o máximo de desempenho quando a equipe gravita ao seu redor,.como era na Renault e na Ferrari desde a sua chegada, em 2010.

Ao responder à pergunta dos 200 Gps, o asturiano lembra do seu tempo de criança. "Quando tinha 6 ou 7 anos, a imagem da Fórmula 1 que tinha era a das lutas entre Senna e Prost. Senna ganhava um pouco mais." Perguntaram a Alonso para comentar o fato de que hoje Senna faria 53 anos de idade: "Senna era o piloto que me fazia sonhar com a Fórmula 1 quando pequeno, quem eu seguia mais de perto"

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