Fernando Alonso já vislumbra o título

Por essa nem o próprio Fernando Alonso, da Renault, esperava: Kimi Raikkonen, da McLaren, seu maior adversário na luta pelo título, teve outro motor Mercedes quebrado, neste sábado, e vai largar neste domingo, no GP da Grã-Bretanha, em 12º. Alonso não desperdiçou a oportunidade e conquistou, no circuito de Silverstone, mais uma pole position, a quarta do ano, sétima na carreira.Se neste domingo ampliar ainda mais a vantagem de 24 pontos na classificação do campeonato, as chances de ser campeão na sua pista favorita, Spa-Francorchamps, na Bélgica, dia 11 de setembro, na 15ª etapa do Mundial, crescem bastante. O controle de segurança fez com que a maior parte das 30 mil pessoas que foram ao autódromo, neste sábado, perdessem mais de uma hora nas filas a fim de serem revistadas.No paddock e boxes, policiais com cães treinados para farejar explosivos circulavam a todo instante. Os atentados de Londres, quarta-feira, deixaram o governo inglês em estado de alerta. Nunca uma corrida de Fórmula 1 foi tão ostensivamente policiada, nem mesmo o GP dos Estados Unidos de 2001, disputado poucas semanas depois da tragédia de Nova York."Estou realmente surpreso e muito feliz. Nem tanto pela pole, mas pela melhora do carro de ontem para hoje (09). A equipe modificou muita coisa no acerto durante à noite e o carro tornou-se rápido mesmo", disse Alonso. "Não imaginava ser possível porque tradicionalmente não somos muito velozes aqui." Em oposição à festa de Alonso, o finlandês Kimi Raikkonen mantinha a expressão séria, sem esconder uma crítica à equipe: "Não é a primeira vez. Estou me acostumando. Fica difícil lutar pelo campeonato perdendo 10 posições no grid como na França, semana passada, e hoje, aqui." Quem troca o motor perde 10 colocações no grid. A situação é mais difícil de ser aceita porque o próprio Raikkonen sabe que o carro da McLaren é o mais rápido em Silverstone. "De qualquer forma, acho que nesta pista é menos complicado ultrapassar que na França", falou o finlandês.Na primeira fila, ao lado de Alonso, larga o ídolo local, Jenson Button, da BAR. A maior parte dos 100 mil pagantes, neste domingo nas arquibancadas, irá torcer para o único piloto inglês do grid. Com a queda de Raikkonen para a 12ª colocação, seu companheiro de McLaren, Juan Pablo Montoya, tem obrigações maiores ao longo das 60 voltas no veloz traçado de 5.141 metros. Ele próprio reconheceu que a McLaren é a equipe com maiores possibilidade de ganhar o GP da Grã-Bretanha. Montoya sai em terceiro. Outra sessão de classificação difícil para a Ferrari. Rubens Barrichello, no seu circuito favorito, obteve o sexto tempo, mas larga em quinto com a punição a Raikkonen. Deu uma dica sobre sua estratégia: "De ataque, direção ofensiva." Suas palavras sugerem que deverá fazer três pit stops, diante de esperados, por exemplo, dois de Raikkonen e Montoya. Michael Schumacher, da Ferrari também, estava resignado: "O carro escorregava demais na minha volta de classificação." Felipe Massa, brasileiro da Sauber, não conseguiu um bom resultado: 16º.

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