Ferrari comemora 29 anos de Rubinho

Logo depois de apagar as 29 velinhas do seu bolo de aniversário, oferecido pela equipe, nesta quarta-feira no motorhome da Ferrari, Rubens Barrichello afirmou aos jornalistas brasileiros: "Não existe nenhuma cláusula no meu contrato que me obrigue a dar passagem para o Michael Schumacher. O que há é o interesse no nosso time em primeiro lugar." Os treinos livres para a sétima etapa do Mundial, diferentemente das outras provas, começam já nesta quinta-feira.Na etapa da Áustria, dia 13, Rubinho comentou com a imprensa que não dava para lembrar que no seu contrato com a Ferrari, "na linha 10 parágrafo C," existia uma cláusula que impunha algumas condições a ele, como deixar o alemão ultrapassá-lo caso estivesse na sua frente no fim da corrida. Jean Todt lhe ordenara a ceder, a três voltas da bandeirada, sua segunda colocação a Schumacher. "Hoje você tem tantas coisas para pensar enquanto pilota que não há como ficar pensando nisso", afirmou na época. Nesta quarta-feira, em Mônaco, Rubinho disse que os termos do contrato atual, cuja renovação foi anunciada terça-feira, são os mesmos do anterior, o que deixa em dúvida a realidade dos fatos.O piloto deixou transparecer certa mágoa com a imprensa brasileira. "A primeira coisa que li hoje nos jornais do Brasil (via internet) foi que eu sofri uma derrota porque a Ferrari renovou comigo por apenas um ano." Para Rubinho, isso representa uma vitória: "É um piloto brasileiro com chances de vitória no Mundial, não entendo isso como derrota." Ao mesmo tempo em que negociava com os italianos a renovação de seu compromisso, Rubinho contou, nesta quarta-feira, que chegou a conversar com outras equipes. "Isso sempre acontece na Fórmula 1."Em nenhum momento o piloto pensou em perder o lugar na Ferrari. "O fato de o anúncio da minha renovação ter sido ontem (terça-feira) não significa que eu assinei o contrato no dia anterior." Ele dá a entender que o prolongamento por mais uma temporada do seu compromisso com o time foi definido há mais tempo. E seu trabalho, na sua avaliação, não é ruim. "É só você ver o que o Eddie Irvine fez com esse carro há dois anos", sugere como forma de comparar o seu desempenho.Schumacher surpreendeu-se com a notícia do aniversário do companheiro. "Não sabia. Dar a ele um presente? Acho que o melhor presente quem lhe deu foi a Ferrari", afirmou, referindo-se à renovação do seu contrato. O alemão considerou "natural" estender sua permanência na equipe até o fim de 2004. "Estou satisfeitíssimo aqui." Schumacher lidera o Mundial com 42 pontos diante de 38 de David Coulthard, da McLaren.Pouco antes da etapa de Spielberg, na Áustria, o atual campeão do mundo afirmou que, apesar de ter apenas 4 pontos na classificação, Mika Hakkinen, companheiro de Coulthard, ainda era seu maior adversário na luta pelo título. Nesta quarta-feira, com a vitória do escocês na última prova do calendário, Schumacher reviu sua posição. "Acho que agora, com Hakkinen mantendo seus 4 pontos, portanto uma diferença de 38 para mim, bater Coulthard será o meu desafio."Luciano Burti, da Prost, faz a sua estréia em Mônaco no fim de semana. "Infelizmente caminhar a pé pelas ruas da cidade não vai me ajudar." O piloto mantém um apartamento no principado, como a maioria dos colegas. A Prost tem para a prova um novo pacote aerodinâmico, testado semana passada em Valência. "O carro melhorou, sem dúvida, mas não dá para saber quanto." Enrique Bernoldi, da Arrows, conhece alguns dos segredos do complexo traçado de 3.370 metros de Monte Carlo. "Ano passado eu estava em terceiro na corrida de Fórmula 3000 quando abandonei." Tarso Marques, da Minardi, também já andou em Mônaco, em 1997. A falta de potência do motor Ford de 1998 do seu carro tende a desfavorecê-lo menos no principado. É a pista onde a Minardi tem sua maior chance de ser melhor que algum outro time da F-1.

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