Ferrari dá carro novo só para Schummy

A Ferrari decidiu estrear seu carro novo no GP Brasil de Fórmula 1, no próximo domingo, em São Paulo. Mas só o alemão Michael Schumacher irá usá-lo. Para o brasileiro Rubens Barrichello restará mesmo o modelo do ano passado, que foi utilizado nas duas primeiras etapas do campeonato. A decisão foi tomada neste domingo, numa reunião entre o presidente Luca di Montezemolo e o diretor-esportivo Jean Todt, que ficaram satisfeitos com os resultados dos treinos que Schumacher fez durante a semana com o modelo F2002 na Espanha - Rubinho também testou o novo carro em Barcelona. O desempenho excepcional da Williams no GP do Brasil do ano passado e na etapa de Sepang, na Malásia, no último dia 17, somado aos bons resultados do modelo F2002 nos testes em Barcelona, convenceram os dirigentes da Ferrari a estrear o carro novo em São Paulo. Sobre as preferências para o alemão, mais uma vez em evidência, o assessor de imprensa da Ferrari, Luca Colajanni, afirmou: "Em primeiro lugar estão os interesses da equipe." Jean Todt sabe que as maiores chances de vitória são mesmo com Schumacher, daí a escolha. Como a função de Barrichello na equipe é a de somar o maior número de pontos possíveis para a escuderia conquistar também o Mundial de Construtores, ele pilotará um carro mais confiável que o modelo de 2002. Mas apesar de já estar definido que Schumacher iniciará os treinos livres, sexta-feira, com o F2002, seu carro reserva será o F2001B, usado como titular na Malásia. Se o modelo novo apresentar qualquer problema mais sério, não manifestado nos ensaios no circuito da Catalunha, de terça a sexta-feira, quando completou 1.981 quilômetros, o alemão também disputará o GP do Brasil com o F2001B. O modelo novo embarcou neste domingo da Itália para São Paulo, enquanto os três F2001B utilizados na Malásia já chegaram em Interlagos. Na corrida de Sepang, dia 17, Ralf Schumacher, com Williams-BMW FW24 programado para um único pit stop, conseguiu acompanhar de perto Rubens Barrichello, que faria dois pit stops. Em 2001, tanto Ralf quanto seu companheiro, Juan Pablo Montoya, foram sempre os mais velozes na prova de Interlagos e só não venceram por envolverem-se, involuntariamente, em acidentes. Com o F2002, a Ferrari tem algumas possibilidade de vitória, ao passo que sem ele, no máximo somaria alguns pontos. E Ralf, semana passada, não escondeu o jogo: "Acredito que no Brasil bateremos a Ferrari novamente." As características dos 4.309 metros de Interlagos, com dois trechos com mais de mil metros de aceleração plena, da saída da Junção à freada do S do Senna, e da Saída do S do Senna à freada no fim da Reta Oposta, favorecem à maior potência do motor BMW da Williams.

Agencia Estado,

24 Março 2002 | 12h13

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.