Edgar Su/Reuters
Edgar Su/Reuters

Ferrari define como 'fantasia' oferta a Raikkonen

Dirigentes da escuderia italiana negam informação dada pelo jornal Sport Bild

LIVIO ORICCHIO - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2013 | 12h35

ANNECY - Renato Bisignani, chefe de imprensa da Ferrari, disse nesta quarta-feira ao Estado, reproduzindo o que afirmou o presidente da empresa, Luca di Montezemolo, que a notícia de que a escuderia fez uma oferta a Kimi Raikkonen é uma "fantasia típica do período dos boatos". O italiano explicou: "Não tem o menor fundamento. Estamos unidos nesse momento de perda de competitividade e confiantes na retomada de uma melhor forma".

O próximo GP será apenas dia 25 de agosto, na Bélgica. As equipes têm de permanecer 15 dias com as portas fechadas. "A Ferrari paralisará suas atividades de 3 a 17 de agosto."

A notícia da oferta a Raikkonen foi publicada pelo jornal sensacionalista alemão Sport Bild. "Já desmentimos, oficialmente, hoje (quarta-feira) para os jornalistas alemães que nos ligaram para saber da procedência ou não da notícia", afirmou Bisignani. Pouca gente sabe e Bisignani confirmou ao Estado: "Estamos concluindo hoje (quarta-feira) um treino de dois dias (no circuito de Magny-Cours, na França, ), com nosso carro de 2011 e pneus de demonstração da Pirelli. A FIA foi informada previamente de todos os detalhes do teste e atendemos os requisitos necessários para poder realizá-lo". O piloto escalado foi o espanhol Pedro de la Rosa, por ser proibido trabalhar com os titulares. O ensaio tem um objetivo principal: "Captar dados para os vários novos programas do simulador".

Fernando Alonso tem contrato com a Ferrari até o fim de 2016 e, apesar do desgaste dos últimos dias, em que o campeão do mundo de 2005 e 2006 criticou publicamente sua equipe e Montezemolo o repreendeu, vai continuar no time italiano. O boato de uma eventual transferência para a Red Bull também não tinha o menor fundamento. Christian Horner, diretor da escuderia tricampeã do mundo, não desestabilizaria sua organização ao levá-lo a formar dupla com Sebastian Vettel.

Assim, sem a oferta da Ferrari, Raikkonen continua com a opção de permanecer na Lotus ou aceitar o contrato que a Red Bull lhe oferece. A amigos, o finlandês não nega que ter sido dispensado pela Ferrari, no fim de 2009, mesmo tendo compromisso assinado para mais uma temporada, o que o fez deixar a Fórmula 1, não foi esquecido ainda.

Como a Lotus está em atraso com seus pagamentos para Raikkonen e a Red Bull lhe garante além de um contrato melhor pontualidade e provável disponibilidade de um carro competitivo, o destino mais provável do piloto da Lotus é o de ser o companheiro de Sebastian Vettel na Red Bull. Mas nada foi definido ainda. A vaga de parceiro de Alonso também está em aberto. Felipe Massa é candidato, mas tem de realizar trabalho melhor que o das etapas de Mônaco, Canadá, Grã-Bretanha e Alemanha, em que se acidentou. No último fim de semana, na Hungria, disputou boa prova, ao largar em sétimo e terminar a corrida em oitavo, com o aerofólio dianteiro danificado desde a primeira volta.

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